MPF pede inquérito contra Wajngarten por post sobre Guerrilha do Araguaia

O perfil oficial da Secom da Presidência classifica como “heróis do Brasil” os agentes públicos que atuaram na repressão, durante a ditadura

atualizado 06/05/2020 13:25

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão ligado à Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu a abertura de uma investigação contra o chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Fabio Wajngarten, por possível apologia a crimes contra a humanidade. O pedido tem como base publicações em redes sociais oficiais do governo – todas subordinadas a ele.

No documento, o órgão requer a apuração e a responsabilização pessoal de Wajngarten, inclusive por suposta prática de improbidade administrativa.

O motivo é a publicação feita nessa terça-feira (05/05) na conta oficial da Secom no Twitter. A postagem classifica como “heróis do Brasil” os agentes públicos que atuaram na repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos de 1970, durante a ditadura militar.

A divulgação foi acompanhada de imagem de encontro, ocorrido na véspera, entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Sebastião Curió, oficial do Exército brasileiro que chefiou a campanha de repressão no Araguaia.

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Para o Ministério Público Federal, a postagem é uma ofensa direta e objetiva ao princípio constitucional da moralidade administrativa, por representar uma apologia à prática, por autoridades brasileiras, de já reconhecidos crimes contra a humanidade e graves violações aos direitos humanos.

Veja o post:

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