Mourão cita Mike Tyson e critica falas de outros países sobre a Amazônia

O general, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), classificou as opiniões vindas do exterior como "intervenções"

atualizado 25/08/2021 16:14

Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, durante gravação do programa “Por dentro da Amazônia” Foto: Romério Cunha/VPR

Durante o Seminário Ações Estratégicas para a Defesa dos Interesses Nacionais na Questão Ambiental do Instituto General Villas, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) criticou falas de outros países sobre a Amazônia. Ele classificou as opiniões do exterior como intervenções internacionais. O general também citou uma frase do pugilista Mike Tyson, sobre ter estratégias.

“Quando a gente fala sobre sofrer consequências, a gente fala sobre intervenção. A intervenção refere-se sobre atuações externas que influenciam os assuntos internos de outro estado soberano”, declarou Mourão.

“Os menos coercitivos são os discursos. Quando a gente vê discursos de líderes de outros países se referindo a problemas da Amazônia é uma forma de intervenção. O seguinte passo é a propaganda, como nós vemos acontecer hoje na comunidade internacional, uma propaganda negativa em relação aquilo que é a realidade na Amazônia brasileira”, elencou o vice-presidente.

Mourão usou uma fala inusitada ao se referir à elaboração de estratégias para promover a sustentabilidade: “Todo mundo tem uma estratégia até levar o primeiro murro na cara. Quem é o autor disso? Mike Tyson, o grande filósofo pós-moderno “, disse o vice-presidente em tom de descontração.

“Os interesses expressos nas estratégias geopolíticas dos outros países, lembrem do Mike Tyson todo mundo tem uma estratégia até levar um soco na cara,
Eles estão de olho obviamente no que ocorre aqui na nossa Amazônia. Dentro do nosso país lamentavelmente existem alguns interesses pouco republicanos em relação à Amazônia”, completou.

O general, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), é crítico ferrenho de pedidos de incentivos financeiros para a conservação dos estados amazônicos. Ele defende que o Brasil receba ajuda, mas repudia o que chama de “humilhação” do país para que isso aconteça. “Quem come do meu pirão apanha do meu cinturão”, analisou o general.

Em abril, na véspera da Cúpula do Clima, vice-presidente disse que o Brasil não poderia se comportar como “mendigo” na solenidade. “A tendência sempre é essa. A gente não tem que ser mendigo nisso aí, vamos colocar a coisa muito clara, nós temos as nossas responsabilidades. O Brasil é responsável só por 3% das emissões, desses 3%, 40% é o desmatamento, ou seja 1,2% do que se emite no mundo é responsabilidade do desmatamento nosso”, argumentou o general.

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