Mourão: “Brasil continua entregue a discórdia, corrupção e oportunismo”

Sem citar qualquer nome, vice-presidente da República apontou críticas à imprensa, a magistrados e a governadores

atualizado 14/05/2020 13:29

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB)arte: metrópoles

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), avalia que o Brasil está tendo mais dificuldades que todos os outros países para enfrentar a crise do novo coronavírus por causa de desarranjos políticos e institucionais.

A conclusão faz parte de um artigo do militar reformado das Forças Armadas publicado nesta quinta-feira (14/05) no jornal O Estado de S. Paulo.

“Para esse mal [crise da Covid-19] nenhum país do mundo tem solução imediata, cada qual procura enfrentá-lo de acordo com a sua realidade. Mas nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil”, escreveu Mourão.

“Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o país ao caos”, complementou.

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O vice-presidente resumiu o “estrago institucional” em quatro pontos. Ele não cita diretamente nenhum personagem do atual cenário político. Veja:

  1. Polarização que tomou conta da sociedade: a imprensa, segundo Mourão, precisa rever seus procedimentos;
  2. Degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável: magistrados, governadores e legisladores;
  3. Usurpação das prerrogativas do Poder Executivo: “Profusão de decisões de presidentes de outros Poderes, de juízes de todas as instâncias e de procuradores”;
  4. Prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente de manifestações de personalidades, que estaria inconformadas, segundo Mourão, com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018.

O vice-presidente da República conclui o texto ao destacar que o Brasil continua entregue a estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo.

“Há tempo para reverter o desastre. Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas”, finaliza o general. Confira aqui a íntegra do texto publicado.

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