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Política

Marinho declara que "não há decretação de sigilo, dados são públicos"

Secretário especial de Previdência garante que a equipe econômica do governo refina os números para levá-los à comissão especial de mérito

22/04/2019 18:12, atualizado 22/04/2019 18:48
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O senador paraense Rogério Marinho, do PL, fala em microfone durante comissão no Senado. Ele aponta com o dedo para cima - Metrópoles

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, negou nesta segunda-feira (22/04/2019) que haja decretação de sigilo sobre o detalhamento dos dados da reforma da Previdência. À Rádio Globo, o secretário disse que a equipe econômica do governo refina os números para levá-los à comissão especial de mérito. Ele ressaltou, ainda, que os dados que embasaram a apresentação da proposta são públicos e estão no Congresso desde 2017.

Marinho afirmou que nenhum outro governo que apresentou uma proposta de reforma da Previdência desagregou os dados do projeto. Mas garantiu que a atual equipe econômica irá fazê-lo.

“Não há decreto de sigilo nem hoje, nem ontem, nem amanhã”, disse, completando: “Queremos apresentar os dados refinados, desagregados. Mas o banco de dados contempla mais de 3 mil abas, são milhões de números que precisam ser compatibilizados para permitir maior nitidez para a ocasião do mérito da proposta”.

Sem jabutis
O secretário ressaltou, ainda, que o governo não admite que haja “jabutis” no texto, ou seja, trechos de assuntos alheios à reforma da Previdência ou colocados na proposta para que haja margem para cortes na negociação.

Ele disse que o governo ainda vai tentar negociar pontos polêmicos com o Congresso e minimizou as dificuldades. “Nunca vi clima tão favorável dentro do Parlamento e um tema tão amadurecido”, afirmou Rogério Marinho, ponderando: “É evidente que o grau de dificuldade de tramitação desse projeto é muito maior que qualquer outro”.