Vídeo: Malafaia dá “bronca” em Bolsonaro e diz que é “aliado, não alienado”

O líder religioso reafirmou que continua no apoio ao presidente e disse que nunca fez pedido de indicação para vaga no STF

atualizado 03/10/2020 14:58

Reprodução/YouTube

O pastor Silas Malafaia usou as redes sociais, neste sábado (3/10), para explicar a bronca que deu no presidente da República, Jair Bolsonaro, após a indicação do juiz federal Kassio Nunes Marques para a vaga que se abrirá no Supremo Tribunal Federal (STF), após a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Malafaia demonstrou irritação com as críticas que recebeu nas redes, após a postagem do vídeo no qual desabafa seu descontentamento com a decisão de Bolsonaro. Além disso, enfatizou que continua aliado do presidente.

“Sou aliado, não alienado”, reagiu o líder religioso.

 

Em outra postagem, o pastor acrescentou que líderes evangélicos “jamais” pediram ao presidente alguma nomeação ao STF.  “Verdade absoluta! Nem líderes evangélicos, nem frente parlamentar evangélica, jamais pedimos alguma nomeação para o STF”, disse, recuperando o vídeo que ele havia postado na quinta-feira, no qual ele classifica a escolha do presidente como “absurdo vergonhoso” e cobra o ministro “terrivelmente evangélico” que o presidente havia prometido, em julho de 2019, ao participar de um culto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

 

Duas semanas antes do anúncio feito pelo presidente, lideranças religiosas comunicaram a Bolsonaro o nome preferido do grupo. Em uma carta, entregue pelo próprio Malafaia a Bolsonaro, líderes da Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Fonte da Vida, Igreja Quadrangular, M12 e Igreja da Graça apontaram o juiz federal William Douglas Resinente dos Santos, titular da 4ª Vara Federal em Niterói (RJ), como o preferido dos pastores.

A indicação de Bolsonaro, entretanto, seguiu outro rumo. Após as críticas feitas por Malafaia, o presidente se disse “chateado” e reclamou que parte do eleitorado “virou as costas” para ele.

Parte das críticas ao nome de Kassio Marques concentra-se em duas decisões do desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF1) da 1ª Região. Uma delas foi o voto contrário à deportação de Cesare Battisti. A outra foi a suspensão de liminar que proibia o STF de comprar lagosta e vinho importado.

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O pastor ainda postou nas redes o voto dado por Kassio no caso da deportação do italiano. “Desde quando, no mundo, alguém terrivelmente da direita vota a favor de um terrorista, comunista e assassino?”, questionou.

 

 

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