Jungmann diz que política de segurança de Temer “poupou 5 mil vidas”

O ministro citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que apontam redução de 12,4% nas mortes violentas neste ano

Michael Melo/Metrópoles

atualizado 21/12/2018 16:02

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, avaliou que as políticas de segurança implementadas pelo governo do presidente Michel Temer (MDB) salvaram ao menos cinco mil vidas. Ele destacou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP), que mostram uma queda de 12,4% no número de mortes violentas nos nove primeiros meses de 2018 na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Isso significa que poupamos 5 mil vidas”, disse o ministro. “É o maior prêmio que podíamos ter”,, enfatizou

Em 2017, foram registradas 44 mil mortes violentas entre janeiro e setembro. O total durante o ano superou 63 mil. “Este ano, tivemos, no período, aproximadamente, 39 mil ocorrências”, informou o ministro.

A ferramenta citada permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país e mostram que, entre janeiro e setembro de 2018, 39.183 brasileiros foram vítimas de homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Juntos, estes casos compõem os chamados crimes violentos letais e intencionais.

Dados obtidos pela mesma ferramenta revelam que, entre janeiro e setembro de 2017, foram registradas 44.733 mortes violentas. “Isso se deve ao trabalho de um grande eixo que se chama integração e coordenação propiciado pelo ministério e, particularmente, pela criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) que, apesar de recente, já realizou dezenas de operações envolvendo milhares de policiais. Três dessas ações são voltadas para o combate à pedofilia”, destacou.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (21/12) pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que fez um balanço das suas ações à frente do ministério. Também participaram do evento dirigentes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Departamento Penitenciário Nacional, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Ministério
A Presidência da República criou em fevereiro deste ano o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. A pasta, que uniu atribuições da Defesa e da Justiça, teve Jungmann como primeiro titular. Até então, ele era o ministro da Defesa.

A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Secretaria de Segurança Pública (incluindo a Força Nacional) ficaram subordinados ao novo ministério.

Com estrutura enxuta, além do ministro, foram criados os cargos de secretário e nove postos de assessoria. Os demais foram meras transposições da Justiça para a Segurança Pública.

Estados
De acordo com dados divulgados,  houve redução em quase todos os estados, exceto em Tocantins e Roraima.

“Os números são motivo de extrema alegria e representam uma tendência. Houve queda em quase todos os estados e no Distrito Federal, à exceção de Tocantins e de Roraima”, afirmou o ministro.

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