Janones, Paulinho da Força e outros: veja aliados de Lula que ficaram sem ministério

Lula pretende oferecer vagas em estatais, bancos públicos e secretarias da Esplanada para aliados que ficaram de mãos vazias no 1° escalão

atualizado

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Prédios da Esplanada dos Ministérios vistos de cima, em Brasília (DF) - Metrópoles
1 de 1 Prédios da Esplanada dos Ministérios vistos de cima, em Brasília (DF) - Metrópoles - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Ao empossar os 37 ministros de seu terceiro mandato à frente da Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou de fora do primeiro escalão aliados de primeira hora. Preterido por Lula na composição ministerial, o deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), deixou até mesmo de prestigiar, pela primeira vez, a posse de um presidente petista.

Aliado de longa data do atual presidente, o parlamentar apoiou Lula durante a campanha do ano passado. Sem conseguir a reeleição como deputado, estava confiante que seria indicado pelo petista para comandar o Ministério do Trabalho, uma vez que teve grande influência sobre a pasta em gestões petistas. Lula, porém, escolheu Luiz Marinho para conduzir a pasta trabalhista.

Outro aliado que acabou escanteado por Lula foi o deputado Reginaldo Lopes (MG), líder do PT na Câmara. Ele, no entanto, marcou presença na posse de Lula e mantém laços com o Palácio do Planalto.

A ideia inicial era que o parlamentar ficasse com o Ministério da Educação ou do Planejamento. Após negociações, foi definido que Lopes comandaria o Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas ele foi rifado para que Lula acomodasse outros aliados. Paulo Teixeira, então, assumiu a pasta.

Janones, Juca Ferreira e Celso Amorim

O deputado federal André Janones (Avante-MG), um dos principais aliados de Lula na guerra digital contra Jair Bolsonaro (PL), abriu mão de ter um cargo na Esplanada para focar em seu mandato como parlamentar.

O seu partido, porém, avalia que se dedicou muito à campanha de Lula para ficar sem cargo no primeiro escalão do petista. A legenda mirava ao menos três pastas: Turismo, Pesca e a Secretaria de Comunicação da Presidência. Ficou sem nenhuma. Agora, dirigentes do partido lutam por cargos no segundo escalão e nas estatais (leia mais abaixo).

Tido como um dos maiores nomes do setor cultural e cotado para chefiar a pasta, Juca Ferreira também foi preterido por Lula na composição ministerial e designou o posto de ministra da Cultura para Margareth Menezes.

Aliados esperavam que Juca retomasse o comando da pasta, já que ele chefiou a área cultural da Esplanada durante os segundos mandatos de Dilma e Lula. Ele, porém, não parece guardar ressentimentos e, após a indicação de Margareth Menezes, foi às redes sociais para parabenizar a colega.

Ex-ministro das Relações Exteriores de Lula, Celso Amorim era cotado para retornar ao Itamaraty. Depois, porém, foi designado para assumir a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, mas na nova estrutura do governo Lula, o cargo foi extinto.

Na última semana, Amorim foi nomeado assessor especial do presidente Lula. No cargo, ele será um dos principais conselheiros do chefe do Executivo federal e deve acompanhar o presidente em agendas internacionais.

Partidos disputam estatais e 2º escalão

Alguns partidos também saíram de mãos vazias na composição do primeiro escalão de Luiz Inácio Lula da Silva. Avante, Agir, Partido Verde, Solidariedade e Prós ficaram de fora.

Para agradar as siglas e seguir com a garantia de um apoio amplo das legendas no Parlamento, o Palácio do Planalto já pensa em contemplar os partidos nas próximas rodadas de nomeações. Na mira estão secretarias de ministérios, estatais e bancos públicos.

Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), todos os partidos serão contemplados.

“Tenho certeza que teremos juntos o Agir, Avante, Solidariedade, PV e todos os demais. Nessa obra enorme da reconstrução nacional cabem todos os partidos que estiveram no primeiro e segundo turnos”, disse.

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