Israel x Palestina: chanceler diz que acordo de Trump é inovador

No Senado, Ernesto Araújo reforçou o apoio brasileiro à proposta do presidente dos EUA para o histórico conflito da região do Oriente Médio

Reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) com chanceler Ernesto AraújoPedro França/Agência Senado

atualizado 05/03/2020 15:01

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, defendeu, em audiência no Senado nesta quinta-feira (05/03), o acordo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Israel e Palestina. Ele foi ouvido na Comissão de Relações Exteriores (CRE) e reforçou o apoio brasileiro à sugestão do norte-americano para o histórico conflito na região do Oriente Médio.

“O plano chamado Paz para a Prosperidade é resultado de três anos de preparação com vistas a propor uma iniciativa inovadora para quebrar a inércia nas negociações”, afirmou o chanceler. Para o chefe do Itamaraty, é preciso avançar no “status quo” para “promover o bem estar” da população local e conter ameaças terroristas.

Para Araújo, o acordo garante a aspiração palestina a um estado próprio, as demandas israelenses e “viabiliza a normalização das relações de todos os países da região com Israel”, bem gomo garantiria a liberdade religiosa na região.

O ministro também rebateu críticas ao acordo: na sua opinião, são fruto de uma “perspectiva dogmática apenas”. “É uma repetição de posições anteriores que até hoje não levaram a nada. Pode-se dizer que é uma proposta pragmática, que tenta ver a situação por ângulos diferentes”, sustentou ele.

América Latina
Ernesto tratou ainda da Venezuela, que, voltou a dizer, precisa ser “libertada” do regime de Nicolás Maduro.

“Impossível levar paz e prosperidade para a região (da América Latina) se não trabalharmos dia e noite pela democracia, especialmente hoje em que regimes totalitários como o da Venezuela, que negam liberdade ao seu povo e estão associados ao narcotráfico e ao terrorismo”, ressaltou.

No caso da Bolívia, ele declarou acreditar que o país está “no bom caminho” rumo a uma “evolução positiva” para as próximas eleições, que ocorrerão em maio.

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