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Política

Irmãos Weintraub simulam prisões em suposto Brasil comunista de 2040

O vídeo foi apresentado durante a Cpac 2021, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro

04/09/2021 21:14, atualizado 04/09/2021 21:59
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Arthur e Abraham Weintraub - Reprodução
Irmãos Weintraub simulam prisões em suposto Brasil comunista de 2040

Um vídeo produzido pelos irmãos Weintraub para a Cpac 2021, encontro da direita conservadora, mostra uma previsão do futuro de um Brasil comunista.

Na peça, Abraham e Arthur encenam um diálogo durante o ano de 2040. O ex-ministro da Educação e o ex-assessor especial da Presidência falam que a direita perdeu as eleições e que o Brasil, na referida época, está passando por uma unificação de todos os “países da América do Sul em uma única república socialista”.

No diálogo ensaiado, eles também afirmam que durante o período em que passa a conversa foi criado um “ministério da verdade”, como sátira às recentes investigações abertas para combater fake news e ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF). O “ministério da verdade” é um termo usado no clássico 1984, do autor de distopias, o inglês George Orwell, que representa um órgão que recriava as informações, de modo que tudo ficasse de acordo com as pautas do governo.

Eles ainda ironizam que durante o referente ano teria havido uma indicação do youtuber e influencer Felipe Neto para a presidência do STF, assim como a nomeação de PC Siqueira como ministro da Educação.  Ao fim do vídeo, os irmãos aparecem amordaçados com uma fita isolante e tentam conversar um com o outro.

O Cpac Brasil 2021 é um convenção que reuniu a direita conservadora do país. Além da participação não prevista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o evento que começou na sexta-feira (3/9) também contou com nomes como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Felipe Barros (PSL-PR), do ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, do secretário de Cultura, Mario Frias, e dos ex-ministros do Meio Ambiente Ricardo Salles e das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Além de várias figuras e influenciadores simpatizantes ao governo federal.