Girão admite favoritismo de Pacheco e diz que Simone eleita seria “milagre”
Os dois parlamentares são os principais nomes na disputa pela presidência do Senado, marcada para esta tarde
atualizado
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O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou, nesta segunda-feira (1°/2), que “só um milagre” fará com que Simone Tebet (MDB-MS) seja eleita presidente do Senado Federal nesta tarde. A candidata é o nome apoiado pelo seu partido na disputa.
Girão admitiu o favoritismo de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência. “Só um milagre fará com o que o desfecho seja outro, mas milagres existem na política”, afirmou.
O parlamentar externou preocupação com a proximidade entre Pacheco e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que manifestou apoio ao senador mineiro. Para Girão, “independência” é o que a Casa espera do novo presidente. “Rodrigo Pacheco é muito competente, o problema são os apoios contraditórios”, defendeu.
O senador defende que o nome de Simone Tebet foi escolhido pelo Podemos diante da dificuldade em lançar uma candidatura própria.
“É uma decisão que vem sendo amadurecida e é coerente com a história dos senadores do Podemos. Uma escolha inspirada pelas ruas, a favor da Lava Jato, para acabar com o ‘toma lá, dá cá’. Simone é muito conhecedora, preparada, e tem sensibilidade com as demandas da sociedade”, completou.
Simone Tebet é candidata independente à presidência do Senado. Lançada pelo MDB ao pleito, a senadora viu o apoio da bancada enfraquecer diante das tratativas com Davi Alcolumbre (DEM-AP) para que a sigla angarie cadeiras na Mesa Diretora em uma eventual eleição de Pacheco.






