Fora da agenda, Bolsonaro visita Pazuello e recebe cronograma de vacinas

A reunião não constava na agenda oficial e ocorreu no Hotel de Trânsito, onde ministro, com Covid-19, cumpre quarentena

atualizado 26/10/2020 20:53

Cerimônia de posse do ministro da saúde, general Eduardo Pazuello, no Palácio do Planalto. Ocupando interinamente o cargo desde 16 de maio, Pazuello será o 48º ministro da Saúde do BrasilIgo Estrela/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu nesta segunda-feira (26/10) com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para discutir sobre uma possível judicialização de compra e aplicação da vacina da Covid-19. A reunião não constava na agenda oficial do presidente e ocorreu no Hotel de Trânsito dos militares, onde o general cumpre quarentena por ter testado positivo para Covid-19 na semana passada.

Segundo a pasta da Saúde, Pazuello fez apresentação detalhada sobre o status de desenvolvimento das vacinas contra o coronavírus e seus possíveis cronogramas.

“O Ministério da Saúde continua observando as mais de 200 iniciativas de vacinas em todo o mundo e acompanhando seus respectivos desenvolvimentos para que, no momento certo, tenha o máximo de informações possível para tomar a decisão de aquisição, tendo sempre como base a segurança e eficácia”, diz.

Apesar d0 discurso de que só haverá compra de imunizantes depois de garantias sobre eficácia, o governo decidiu financiar e já adquiriu 100 milhões de doses da vacina que está sendo testada pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford contra a Covid-19, a um custo que já ultrapassou R$ 1,9 bilhão.

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Bolsonaro reclamou na manhã desta segunda-feira do que chamou de “judicialização da vacina”, referindo-se à previsão feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, de que a Justiça teria que decidir sobre questões relacionadas à compra e obrigatoriedade do imunizante contra a Covid-19.

Na última semana, Bolsonaro recuou da aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac com o Instituto Butantan. O presidente e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), trocaram farpas após a decisão de Bolsonaro.

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