Flávio Bolsonaro tenta indicar novo corregedor da Receita, diz jornal

Senador quer no cargo ex-diretor de sindicato que já citou suspeitas apontadas pelo filho do presidente para anular investigação

atualizado

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Flávio Bolsonaro_CPI da Covid
1 de 1 Flávio Bolsonaro_CPI da Covid - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (Patriotra-RJ) tenta há quase três meses emplacar um nome de preferência na Corregedoria-Geral da Receita Federal, segundo o jornal Folha de S.Paulo. O órgão é central para as tratativas do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para anular a origem da investigação do caso da “rachadinha”.

De acordo com o jornal, o senador quer a nomeação do auditor fiscal aposentado Dagoberto da Silva Lemos, que foi diretor do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco). No cargo, Lemos apontou a suposta prática de acesso ilegal a dados fiscais de servidores que defendeu. A tese é usada pelo senador para anular a origem do caso da “rachadinha”.

Na primeira quinzena de julho, Lemos se reuniu com o presidente e Flávio para debater sua futura atuação no cargo. No entanto, o secretário-especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, resistiu ao nome e indicou o auditor Guilherme Bibiani para o cargo. O posto está vago desde julho, quando encerrou o mandato de três anos do antigo corregedor, José Pereira de Barros Neto.

Em nota, Flávio negou participação na escolha do futuro corregedor e disse que “essa decisão cabe ao presidente da República”, embora a lei dê essa atribuição ao secretário da Receita. Lemos não retornou ao contato da reportagem.

A Corregedoria da Receita tem a atribuição de apurar — e, eventualmente, divulgar — as ilegalidades apontadas pelos advogados de Flávio supostamente cometidas por auditores fiscais.

O antigo corregedor, Barros Neto, vinha resistindo em entregar informações sobre acessos aos dados fiscais do senador para os advogados de Flávio.

Desde o ano passado, os advogados do senador alegam que seu cliente teve os dados fiscais acessados ilegalmente para fornecer informações ao relatório do Coaf, órgão de inteligência financeira que apontou as movimentações suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

É justamente esse documento do Coaf que gerou apuração do caso das “rachadinha” e que levou à denúncia contra Flávio sob acusação de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro no fim do ano passado.

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