Exército determina sigilo de 100 anos para processo contra Pazuello

General da ativa, o ex-ministro discursou em ato político ao lado de Bolsonaro, prática proibida aos militares

atualizado 07/06/2021 21:43

pazuello e bolsonaro durante passeio de moto no rio de janeiroAline Massuca/Metrópoles

O Exército impôs sigilo de 100 anos ao processo administrativo aberto, e já arquivado, sobre a participação do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

A informação foi revelado pelo jornal O Globo, que teve um pedido negado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com a reportagem, o Serviço de Informação ao Cidadão do Exército declarou que “a documentação solicitada é de acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que ela se referir”.

A decisão de não punir o ex-ministro, que é general da ativa, foi anunciada na semana passada. Pazuello chegou a discursar em ato político ao lado do presidente, no último dia 23 de maio. Ele prestigiava uma manifestação pró-governo organizada por motociclistas na capital fluminense.

O Estatuto dos Militares e o Regulamento Disciplinar do Exército proíbem que militares da ativa participem de atos políticos, por isso foi instaurado um processo administrativo contra o general.

A decisão de arquivar o procedimento foi tomada pelo comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, após ouvir a versão do general. Segundo o comandante, não houve prática de transgressão militar.

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