“Eu fechei com o Datena”, diz Bolsonaro sobre chapa em São Paulo

Comunicador da Band deixou apresentação da rádio e da TV na quarta-feira (29/6) e pretende disputar o Senado na chapa de Tarcísio

atualizado 30/06/2022 15:34

Datena e BolsonaroReprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (30/6), ter fechado apoio ao apresentador de TV José Luiz Datena (PSC), pré-candidato ao Senado Federal por São Paulo. Datena deixou apresentação da Band na quarta-feira (29/6), em função das determinações da legislação eleitoral. Ele deve compor a chapa do ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato bolsonarista ao governo paulista.

“Eu tô com o Datena lá, fechei com o Datena, está no outro partido e tem críticas, assim como tem gente que critica o Tarcísio, que critica a mim. Não dá para a gente pacificar o negócio”, disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

O presidente se queixou de estar sendo cobrado a coordenar apoios em todo o país e citou negociações locais. “O pessoal quer que faça uma chapa botando todos os nomes que concordam. Agora pergunto: vocês têm nome para preencher a chapa toda? Se vocês tiverem, tudo bem.”

A conversa foi registrada por um canal no YouTube simpático ao presidente.

No último dia 21, Bolsonaro recebeu Datena no Palácio do Planalto para um almoço, que contou com as presenças dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Célio Faria Júnior (Segov), do general Braga Netto, assessor especial e possível vice de Bolsonaro, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente. Johnny Saad, presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, também esteve presente, segundo registro da agenda oficial da Presidência da República.

Ao colunista do Metrópoles Igor Gadelha, Datena disse que, no encontro, Bolsonaro “reafirmou” perante os presentes o nome do apresentador como o candidato ao Senado na chapa de Tarcísio. O posto é disputado por outros bolsonaristas.

Em São Paulo, outros nomes concorrem pelo apoio de Bolsonaro, entre eles o da médica Nise Yamaguchi (Pros), que ganhou projeção nacional em 2021 na CPI da Covid. Apontada como integrante do gabinete paralelo, responsável pela recomendação de medidas anticientíficas, ela chegou a ser cotada para assumir o Ministério da Saúde.

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