Em 2022, 16 dos 27 governadores buscam reeleição; 7 estão indecisos

Ainda há nomes, como Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Wanderlei Barbosa, do Tocantins, que não definiram como será o futuro político

atualizado 01/01/2022 10:01

Funcionários do TRE preparam urnas eletrônicas para o dia das eleições de 202012Rafaela Felicciano/Metrópoles

Para as eleições do próximo ano, 16 dos 27 governadores em exercício devem disputar a reeleição ao cargo. Estão na lista chefes do Executivo do Distrito Federal, de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte (veja abaixo).

Já no grupo dos oito governadores que estão no segundo mandato e, portanto, fora da disputa em 2022, sete ainda não definiram os sucessores para concorrer aos respectivos Executivos estaduais.

Além disso, nomes como Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, e Wanderlei Barbosa (sem partido), interino no estado do Tocantins, que estão no primeiro mandato, não bateram o martelo sobre o futuro na política.

Abaixo, veja a definição dos governadores sobre 2022:

Governadores que não disputarão reeleição

  • Alagoas: Renan Filho (MDB)
  • Amapá: Waldez Goés (PDT)
  • Bahia: Rui Costa (PT)
  • Ceará: Camilo Santana (PT)
  • Maranhão: Flávio Dino (PSB)
  • Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB)
  • Pernambuco: Paulo Câmara (PSB)
  • Piauí: Wellington Dias (PT)

Governadores que disputarão reeleição

  • Acre: Gladson Cameli (PP)
  • Amazonas: Wilson Lima (PSC)
  • Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
  • Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
  • Goiás: Ronaldo Caiado (DEM)
  • Mato Grosso: Mauro Mendes (DEM)
  • Minas Gerais: Romeu Zema (Novo)
  • Pará: Helder Barbalho (MDB)
  • Paraíba: João Azevêdo (Cidadania)
  • Paraná: Ratinho Júnior (PSD)
  • Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
  • Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
  • Rondônia: Coronel Marcos Rocha (PSL)
  • Roraima: Antonio Denarium (PP)
  • Santa Catarina: Carlos Moisés (sem partido)
  • Sergipe: Belivaldo Chagas (PSD)

Governadores que ainda não definiram o futuro político

  • Tocantins: Wanderlei Barbosa (sem partido)
  • Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB)

Governadores que vão concorrer à Presidência

  • São Paulo: João Doria (PSDB)

 

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O chefe de São Paulo, João Doria, é pré-candidato do PSDB e anseia a Presidência da República no ano que vem. O atual vice, Rodrigo Garcia, deve ser seu sucessor no estado.

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Situação nos estados sem reeleição

Em Alagoas (Renan Filho), no Ceará (Camilo Santana) e em Pernambuco (Paulo Câmara), por exemplo, lideranças locais aguardam pela definição dos governadores sobre eventual renúncia para disputarem o Senado Federal.

A lei determina que autoridades do Executivo federal, estadual e municipal deixem os cargos até seis meses antes do pleito, ou seja, até 31 de março do próximo ano, caso se candidatem a outra função.

No Maranhão e no Rio Grande do Sul, a situação é parecida. Nos dois estados, existem nomes para suceder cada um dos governadores, mas chefes locais impõem condições.

No caso de Flávio Dino (PSB), que deve concorrer a uma vaga no Senado, o “duelo” está entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Há ainda a expectativa de que o maranhense apoie o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que pode mudar as peças do jogo.

Já o tucano Eduardo Leite tem dito que não vai disputar a reeleição. O PSDB, inclusive, lançou o atual vice, Ranolfo Vieira Júnior, como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul.

Apesar disso, o MBD, partido que integra a base de Leite, condiciona apoio ao governador desde que ele chancele um candidato emedebista. Caso Leite não assuma o compromisso, o MBD ameaça enfrentar o escolhido do PSDB – o martelo sobre um eventual nome ainda não foi batido, no entanto.

Na Bahia, Rui Costa cogita desistir de ir ao Senado para garantir a manutenção da aliança do PP e PSB com o PT. Se concretizado, o movimento daria espaço para o atual senador Otto Alencar (PSD), aliado do PT baiano, tentar a reeleição no cargo.

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