Eduardo Cunha diz que não renuncia à Presidência da Câmara

A declaração ocorre após a divulgação de documentos que comprovariam a existência de contas na Suíça em seu nome e no de familiares

atualizado

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Eduardo Cunha
1 de 1 Eduardo Cunha - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (19/10) que se sente em condições e com legitimidade para continuar comandando a Casa. A declaração de Cunha ocorre após a divulgação de documentos que comprovariam a existência de contas na Suíça em seu nome e de familiares.

“Aqui [da presidência da Câmara] só cabe uma maneira de eu sair, que é renunciar, e eu não vou renunciar. Então, aqueles que acham que podem contar com minha renúncia, esqueçam: eu não vou renunciar”, afirmou Cunha.

O deputado negou que esteja sofrendo pressão para sair da presidência e disse que está em busca do apoio de aliados e do PMDB para permanecer no comando da Câmara e chamou de especulações as informações divulgadas a esse respeito.

Em relação às denúncias que o envolvem, Cunha disse que mantém o teor de nota divulgada na última sexta-feira (16), quando se pronunciou sobre documentos encaminhados à Procutadoria-Geral da República pelo Ministério Público suíço e divulgados em uma reportagem do “Jornal Hoje”, da TV Globo.

A mulher do presidente da Câmara, Claudia Cruz, e sua filha, Danielle Cunha, também são citadas na ação. Entre os documentos que foram encaminhados ao Brasil e apresentados na reportagem, constam cópias do passaporte de Cunha usado para abrir a conta. Também consta seu endereço residencial no Rio de Janeiro, em um condomínio, na Avenida Heitor Doie Maia, na Barra da Tijuca, além de números de telefone do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Em razão das denúncias, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de investigação contra Cunha. O pedido foi aceito pelo ministro Teori Zavaski, relator dos projetos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). No pedido, a PGR afirma que o deputado recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014. Segundo a procuradoria, Eduardo Cunha recebeu U$S 5 milhões em contrato de navios-sonda para a Petrobras.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira lamentar que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo. A declaração foi uma resposta à presidente Dilma Rousseff, que, durante entrevista neste domingo, 18, na Suécia, lamentou que “seja com um brasileiro” a denúncia de contas não declaradas na Suíça contra o presidente da Câmara.

“Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”, afirmou o peemedebista, referindo-se aos casos de corrupção na Petrobras investigados pela Operação Lava Jato.

Cunha é um dos políticos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em delação premiada, o lobista Júlio Camargo afirmou ter entregado R$ 5 milhões ao presidente da Câmara oriundos de desvios de contratos da estatal.

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