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Política

Edson Fachin diz que inimigos da democracia "estão à solta"

Presidente do TSE e ministro do STF afirmou nesta terça-feira (22/3) que país está "à mercê dos engenheiros do caos"

22/03/2022 12:02, atualizado 22/03/2022 15:48
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Ministro Edson Fachin no TSE

Atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin (foto em destaque) afirmou, nesta terça-feira (22/3), que os inimigos da democracia estão à solta.

“Estejamos atentos. A liberdade requer vigilância. A democracia requer vigilância. Seus inimigos estão à solta. Basta ler nas redes sociais: ameaças, insultos, mensagens racistas, mentiras deliberadas, articulações de complô. Algoritmos disseminam o ódio, capturam o consentimento das pessoas, disseminam o medo e impactam as eleições”, disse Fachin, em evento no Ceub, em Brasília.

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A seguir, os candidatos à Presidência
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O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022
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João Doria (PSDB) - Vencedor das prévias do partido, Doria está oficializado como pré-candidato
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Leonardo Péricles, do UP
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O ministro do Supremo Tribunal Federal explicou que hoje o principal adversário da democracia é o processo de deseducação feito com “comportamentos de palavras de ordem que vão condicionar o comportamento de jovens de hoje e do amanhã”.

“Fez-se, e tenta assim manter, uma espécie de mutação genética para ameaçar as eleições e tomar de assalto os pulmões da democracia. Não nos iludamos: é grave a hora em que nós vivemos. Estamos à mercê dos engenheiros do caos. A ruína é plantada para dela colher um novo estado de coisas. A democracia contemporâneo está sendo hackeada. E por esses novos bárbaros que são os canibais da democracia liberal”, acrescentou.

“Por isso, a resiliência democrática, a serenidade que devemos ter na defesa firme das instituições democráticas, o respeito às regras do jogo eleitoral. Isso tudo são condições de possibilidades para que o futuro seja habitável. Para que jovens como vocês tenham a liberdade de pensar e a capacidade de julgar com paz e segurança”, prosseguiu Fachin.

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