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Política

Dissidência do PSTU leva um terço dos militantes para o PSOL

A mudança tem objetivo de fortalecer a luta contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP), segundo manifesto do grupo

05/08/2017 18:00
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Divulgação/PSOL
Dissidência do PSTU leva um terço dos militantes para o PSOL

O movimento socialista #MAIS, uma dissidência do PSTU com cerca de 800 militantes, cerca de um terço dos quadros do partido, anunciou nesta sexta-feira (4/8) sua filiação ao PSOL. A mudança é um movimento para fortalecer a luta contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e “construir um novo caminho para a esquerda brasileira” no Brasil.

Em seu manifesto, o grupo, que se afastou do PSTU há cerca de um ano, afirmou que a decisão levou em conta a necessidade de criar uma alternativa para a hegemonia do PT na esquerda brasileira.

“É tempo de dar passos em frente no processo de reorganização da esquerda brasileira. Nesse sentido, o PSOL apresenta-se como o principal e mais dinâmico partido independente do lulismo”, diz o texto.

Segundo a professora Silvia Ferraro, militante do #MAIS que foi candidata a prefeita de Campinas (SP) em 2012 pelo PSTU, o grupo não conta com nenhuma liderança com mandato. Porém, tem entre seus integrantes nomes como Amanda Gurgel, segunda candidata à vereador com maior número de votos em Natal em 2016, mas que ficou de fora por causa do coeficiente eleitoral; o professor da USP Henrique Carneiro e o historiador Valério Arcary.

Liderança do PSTU, Zé Maria disse entender a decisão dos companheiros que deixaram o partido.

“Nós estamos construindo um partido no Brasil para organizar a classe operária e fazer uma transformação no país. Acreditamos que isso não se faz através das eleições. Os camaradas desenvolveram outra opinião, eles acreditam que é necessário centrar no processo eleitoral, em eleger deputado, prefeito, governador, presidente. Nesse sentido, evidentemente eles têm muito mais identidade com o que é o PSOL hoje”.

O dirigente do PSTU notou também que o PT fez a mesma escolha, a de se focar na disputa eleitoral, já no final da década de 1980. “Essa opinião acabou prevalecendo e a coisa acaba nessa lambança que foram os governos do petistas no Brasil”, acrescentou Zé Maria, que ajudou a fundar o PT na década de 1980.