Deputados do PSL têm queixas sobre Ônyx e distância de Bolsonaro

Eleitos reclamaram de limitações de contato com o presidente eleito. Futuro ministro da Casa Civil esteve no centro das reclamações

atualizado 21/11/2018 22:22

Igo Estrela / Metrópoles

A primeira reunião da futura bancada do PSL na Câmara dos Deputados foi marcada por queixas de parlamentares sobre o distanciamento que enfrentam em relação ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, em meio ao processo de transição governamental. Indicado para a Casa Civil, Ônyx Lorenzoni foi um dos principais alvos das reclamações dos futuros deputados em encontro realizado nesta quarta-feira (21/11).

“Foi uma reunião em que alguns parlamentares apresentaram certo descontentamento, desconforto. ‘Ah, porque não estamos sendo ouvidos pelo governo’, e aquela coisa toda. […] Citaram o ministro da Casa Civil”, disse Joice Hasselmann, deputada eleita por São Paulo.

A paulista, no entanto, afirma que há um desencontro de informações com Lorenzoni. Segundo ela, demandas dos parlamentares eleitos serão levadas pelo deputado Eduardo Bolsonaro (SP), atual líder do PSL na Câmara.

“O que está havendo é um desencontro de informações. Alguns parlamentares se queixam de não terem acesso [a Bolsonaro]. Nossa bancada quer ser unida e, obviamente, é leal e quer uma via de mão dupla com o governo”, afirmou.

Michael Melo/Metrópoles
O futuro ministro da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni

Na reunião, de acordo com membros do partido, Bolsonaro tentou contornar a ideia de que o DEM estaria ganhando espaço demasiado em seu governo. Ele voltou a dizer que as indicações de Tereza Cristina (Agricultura) e Luiz Henrique Mandetta (Saúde) foram intermediadas pelas frentes parlamentares temáticas da Câmara, e não pela sigla.

As indicações são vistas como um enfraquecimento da candidatura à reeleição de Maia. Aliados de Bolsonaro avaliam que o DEM já terá um espaço grande demais para acumular o comando da Câmara. A definição sobre a Presidência da Câmara dos Deputados, hoje ocupada por Rodrigo Maia (DEM-RJ), será tomada em 1º de fevereiro, quando a nova legislatura tomar posse.

Após participar da reunião, Bolsonaro negou influenciar as discussões sobre a sucessão de Maia. “Quem escolhe o líder na Câmara é o partido. Temos 48 novos e quatro deputados antigos. Nem sobre a Presidência da Câmara vou interferir”, disse.

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