Defesa de Temer diz que Janot age com “nítido viés político”
Antônio Cláudio Mariz de Oliveira ficou indignado com as afirmações, de que Loures era um executor de crimes ordenados por Temer
atualizado
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O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira declarou neste sábado (3/6) que o procurador-geral da República Rodrigo Janot age movido por “nítido viés politico”. Mariz ficou indignado com afirmação do chefe do Ministério Público Federal de que o ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, é “um verdadeiro longa manus de Temer”, ou seja, executor de crime ordenado pelo presidente.
“Dizer que o Sr. Rocha Loures é longa manus do presidente constitui mais uma assertiva do procurador-geral desprovida de qualquer apoio nos fatos e, portanto, é uma afirmação fruto do seu desejo de pura e simplesmente acusar o presidente da República dentro de um quadro meramente ficcional”, declarou Mariz.
Na avaliação de Mariz, o procurador-geral ‘tenta impressionar a opinião pública com uma afirmação que apresenta-se não como uma declaração jurídica, mas com nítido viés político’. Segundo o defensor do presidente, Janot não poderia proceder assim “porque o procurador é o fiscal do cumprimento da lei que tem o compromisso com a verdade dos fatos e com o ideal da Justiça”.