De xingamentos a apoios populares: a campanha de Ciro em 5 destaques

Candidato do PDT teve rusgas com ex-presidentes e atacou adversários. Por outro lado, trocou afagos com setores populares

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Ciro Gomes em evento, rodeado por pessoas, sorri. Ele usa terno e ao fundo, é possível ver parte da bandeira do Brasil - Metrópoles
1 de 1 Ciro Gomes em evento, rodeado por pessoas, sorri. Ele usa terno e ao fundo, é possível ver parte da bandeira do Brasil - Metrópoles - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A campanha de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República foi marcada por altos e baixos. Conhecido pelo temperamento explosivo, o ex-governador do Ceará tentou se apresentar com um perfil mais calmo em atos e debates entre os presidenciáveis. Mas, na campanha, teve rusgas com adversários e afagos com simpatizantes. O Metrópoles elencou cinco desses momentos:

Ciro e os “filhos da puta”
Em visita a Roraima, o pedetista teve atrito com um suposto jornalista. Em 16 de setembro, Ciro xingou um homem durante passagem por Boa Vista, capital do estado. Tudo começou quando ele foi questionado sobre uma declaração polêmica a respeito do ataque sofrido por venezuelanos em 18 de agosto na cidade de Pacaraima, no norte de Roraima. Além desse episódio, Ciro também foi alvo de protestos de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) no estado da Região Norte.

“Vai para a casa do Romero Jucá, seu filho da puta. Pode tirar esse daqui. Esse daqui é do Romero Jucá”, disparou, citando o senador do MDB pelo estado. Ciro chegou a pedir até a prisão do entrevistador. “Tira ele. Prende ele aí”, concluiu.

Os xingamentos não pararam por aí. Ao longo da campanha, Ciro fez duras críticas ao candidato do PSL. Mas, em 21 de setembro, o pedetista chamou Bolsonaro de “nazista filho da puta” durante discurso realizado em Goiânia (GO).

A declaração ocorreu após uma confusão provocada por um apoiador do adversário durante ato de campanha do pedetista na capital goiana. O homem teria levado uma camisa com um desenho de Bolsonaro para provocar Ciro.

Tenham paciência com ele [apontando para o apoiador de Bolsonaro]. Não tem culpa de nada. É só vítima desse nazista filho da puta que nós vamos derrotar. Obrigado a todos. Muito obrigado, de coração

Ciro Gomes, em referência a Jair Bolsonaro

O discurso de Ciro foi gravado por diversas pessoas. Assista ao momento:

Crítica a ex-presidentes
Em 12 de setembro, Ciro afirmou que o postulante do PT à Presidência, Fernando Haddad, se eleito, será “presidente por procuração de Lula” e comparou o ex-prefeito de São Paulo à ex-presidente Dilma Rousseff em termos de inexperiência para ocupar o Palácio do Planalto.

Dias depois, em campanha no DF, Ciro declarou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, faz campanha pela eleição de Fernando Haddad. A declaração do pedetista foi feita após questionamento sobre a carta publicada pelo tucano a favor de uma união do centro político na eleição presidencial deste ano. Para Ciro, FHC não respeita “nem o próprio ego”.

Denúncias de corrupção
Em 31 de agosto, a revista Veja publicou uma reportagem em que Niomar Calazans, ex-tesoureiro do Pros, acusa o presidenciável e o irmão, Cid Gomes, de receberem propina da JBS, comprarem o controle do partido no Ceará por R$ 2 milhões e extorquirem empresários do estado. Os pedetistas foram filiados ao Pros de 2013 a 2015.

“Os irmãos Gomes compraram o diretório cearense do Pros. Eurípedes [Júnior] controlava o partido e ‘vendia’ os diretórios estaduais. Quem quisesse ter o controle local da sigla precisava pagar. Foi assim em Minas Gerais, em Mato Grosso do Sul, no Ceará e em outros estados. Em 2014, o Eurípedes chantageou o Ciro: ‘Se você não depositar R$ 2 milhões na minha conta, eu não libero o diretório’. Esse diálogo foi reproduzido pelo próprio Eurípedes em uma de nossas reuniões”, declarou Calazans.

Ciro nega as acusações. Em nota, o pedetista afirmou que irá processar a revista, a qual classifica como “moribunda”. O ex-governador do Ceará chegou a pedir direito de resposta contra a publicação, mas o TSE negou.

Semanas depois, o jornal O Globo revelou trechos da delação premiada de Jorge Henrique Marques Valença, executivo da Galvão Engenharia. Segundo o delator, Lúcio Gomes, irmão de Ciro, recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doações eleitorais oficiais para o PSB em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes (2007-2014), também irmão do presidenciável. O acordo foi homologado pelo STF.

Ciro e entidades representativas
O candidato do PDT teve um atrito com a direção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ele desistiu de participar de uma sabatina promovida pela entidade. Segundo interlocutores da campanha do pedetista, ele não foi ao evento por causa de críticas da direção da CNA à sua candidata a vice, Kátia Abreu. A senadora do Tocantins já presidiu a entidade.

Ciro chamou a diretoria da CNA de “fascista” e “antipovo”: “Essa direção é uma com a qual não quero conviver. Porque representa uma coisa muito atrasada, fascista, muito antipovo, muito anti-Brasil. Eu represento o oposto. Ninguém pode servir a dois senhores”.

Por outro lado, Ciro ganhou o apoio de quatro das cinco maiores centrais sindicais do país. Força Sindical, União Geral de Trabalhadores (UGT), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central fecharam o acordo com o ex-governador do Ceará.

Internação
O presidenciável do PDT foi internado no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, em 25 de setembro, após sentir desconforto na região abdominal. Segundo os médicos, Ciro deu entrada na unidade com quadro de sangramento urinário espontâneo, relacionado com crescimento benigno da próstata. Ele deixou o Sírio-Libanês no dia seguinte e participou do debate promovido por SBT, da Folha de S. Paulo e do UOL.

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