CUT estabelece regras sobre o que publicar do ex-presidente Lula nos sites e redes sociais da central
Orientações constam de documento distribuído pela entidade às unidades de todo o país
atualizado
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A Central Única dos Trabalhadores (CUT) emitiu um comunicado a todas as entidades filiadas, secretarias de comunicação e imprensa orientando que os sites da central divulguem somente matérias em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de entrevistas que repercutam o que eles consideram “a tentativa de golpe”.
A entidade repudiou as ações da Lava Jato, divulgou reclamações sobre a condução coercitiva de Lula para depor na Polícia Federal sobre uma fase da investigação que apura se empresários o favoreceram por meio de um sítio em Atibaia e um triplex no Guarujá, e foi além: ditou regras sobre a publicação de notícias.
Enumeradas, em documento timbrado, as orientações são de substituir todas as matérias que estejam nos sites por nota de apoio, nacionais e internacionais. O motivo? O site da “CUT Nacional está sendo atualizado a todo momento com essas matérias e elas podem ser reproduzidas”, diz o documento.
Além disso, afirma que qualquer postagem no Facebook, no Twitter, no Youtube, Instagram, deve ter a hastag #LulaValeaLuta. O documento é de 4 de março, data em que o juiz federal Sergio Moro determinou a condução coercitiva na Operação Alethéia.

Pelo que apresenta o portal da entidade representativa, missão dada é missão cumprida. Os destaques desta quinta-feira (10/3) são: “Advogado que denuncia Lula é autor de procuração falsa”; “Judiciário exerce papel que foi de militares na ditadura”; “Mais um abuso da Lava Jato”, entre outras. A página da central no Distrito Federal também segue a mesma “linha editorial”.
Uma funcionária da presidência da CUT Nacional, localizada em São Paulo, afirmou que “assim como os jornais não são obrigados a falar sobre linha editorial, a CUT também não vai se pronunciar sobre o assunto”.
