Crise do PSL não pode contaminar plenário da Câmara, diz Maia

O presidente da Casa disse que o racha na sigla "não era natural, mas acontece". Ele atribuiu à crise as brigas por poder e espaço político

atualizado 16/10/2019 16:36

Igo Estrela/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (16/10/2019) que os parlamentares não podem deixar a crise do PSL — partido do presidente da República, Jair Bolsonaro — interferir nas decisões do plenário da Casa.

“Não podemos deixar que a crise do PSL contamine o plenário da Câmara dos Deputados. Todos nós estamos em uma canoa, que é a recuperação econômica do Brasil e a recuperação dos indicadores de pobreza e nesta canoa estão todos os deputados”, sustentou.

Maia, contudo, minimizou a briga entre os parlamentares. O deputado disse que esse tipo de confronto “sempre existe”. “Não é que seja natural, mas acontece”, contemporizou. Para o presidente da Câmara, uma das causas desse embate é o fato de a sigla ser nova, com muitos congressistas que brigam por poder e espaço político.

A crise no PSL se intensificou depois que a Polícia Federal abriu investigação contra parlamentares do partido, com a suspeita de manter candidaturas laranjas em campanhas eleitorais. O embate direto entre apoiadores de Bolsonaro e aliados do presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), polarizam a legenda. O deputado pernambucano foi um dos alvos da PF nesta semana.

Congressistas contrários a Bivar alegam que vão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir que deixem o partido sem perderem o mandato, conforme consta no estatuto da sigla. Na terça (15/10/2019), o líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), confirmou que o partido não vai expulsar nenhum parlamentar e ressaltou que não há espaço para negociação.

Aqueles que quiserem deixar a sigla, informou o deputado, terão os mandatos cassados na Justiça Eleitoral. “Não tem nenhuma negociação. A gente com certeza vai pedir o mandato, porque existem centenas de suplentes querendo um mandato”, justificou. “Se algum parlamentar quiser ganhar isso de presente, não vai acontecer.”

O deputado disse ainda que os congressistas que anunciaram a crise interna na sigla criaram um “teatro” para ganharem os mandatos. Ele afirmou ainda que o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), continuará no comando da legenda, mesmo após o pedido de busca e apreensão que, em sua interpretação, foi um “circo”.

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