CPI quer ouvir deputado Luis Miranda e irmão sobre compra da Covaxin

Irmão do parlamantar é servidor do Ministério da Saúde e disse ao MPF que sofreu "pressão de superiores" para acelerar importação da vacina

atualizado 22/06/2021 20:22

CPI da Covid-19Rafaela Felicciano/Metrópoles

A CPI da Covid quer ouvir o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), e o irmão Luis Ricardo Fernandes Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, com relação à negociação da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

Os senadores vão analisar o requerimento de convite nesta quarta-feira (23/6), mas o deputado e o irmão já se colocaram à disposição dos membros do colegiado. O depoimento deve ocorrer na próxima sexta-feira (25/6), às 14h.

“O servidor do Ministério da Saúde é objeto de um inquérito, que tem relação com o curso desta Comissão Parlamentar de Inquérito. Entendemos que inevitável ouvir esse servidor no âmbito da CPI”, disse o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

“No diálogo da convocação do servidor, o deputado Luís Miranda procurou a CPI e se colocou à disposição de comparecer como convidado”, acrescentou.

Luis Ricardo foi ouvido pelo Ministério Público Federal (MPF) e relatou ter sofrido pressão atípica de superiores para acelerar a importação da Covaxin.

O depoimento ao MPF foi prestado no dia 31 de março, como parte de um inquérito que investiga se houve favorecimento na negociação, realizada em tempo recorde e ao maior custo em relação a outras vacinas.

Com isso, haverá alterações no calendário de depoimento da comissão. A audiência que seria realizada na sexta, com Jurema Werneck, na Anistia Internacional, e o epidemiologista Pedro Halal será na quinta-feira (25/6) e a oitiva do assessor Filipe Martins, que seria na quinta, foi adiada, mas ainda sem data.

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