CPI da Covid reage a Bolsonaro: compra de vacinas teve “atraso fatal”

Membros da comissão afirmaram que o país "esperava esse tom" vindo do presidente muito antes, mas que vírus foi tratado como "gripezinha"

atualizado 02/06/2021 21:47

Randolfe, Renan e Omar AzizIgo Estrela/ Metrópoles

Após o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), em rede nacional de rádio e televisão, líderes da CPI da Covid afirmaram que a celebração pela aquisição de vacinas contra a Covid-19 vem com um “atraso fatal e doloroso”. Em nota – cuja elaboração foi antecipada pelo Metrópoles -, a comissão ainda diz que “o Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de ‘gripezinha'”.

“Um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável. A fala deveria ser materializada na aceitação das vacinas do Butantan e da Pfizer no meio do ano passado, quando o governo deixou de comprar 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira”, diz trecho da nota.

Os membros da CPI ainda disseram que Bolsonaro optou “por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19”.

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