Ciro Nogueira diz que posse vai ocorrer “o mais rápido possível”

Senador ficou pouco mais de duas horas no Palácio do Planalto, onde se reuniu com Bolsonaro, ministros e presidente da Câmara

atualizado 27/07/2021 13:19

Posando para uma foto no gabiente presidencial, Planalto, estão os ministros Fábio Faria, Luiz Eduardo Ramos, o presidente Jair Bolsonaro, a ministra Flávia Arruda e Ciro Nogueira e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) - MetrópolesReprodução/Twitter

Após ser confirmado para o posto de ministro-chefe da Casa Civil, na manhã desta terça-feira (27/7), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse que a posse dele ao cargo deve ocorrer “o mais rápido possível”.

O parlamentar chegou ao Palácio do Planalto pouco antes das 9h, para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e deixou o edifício por volta de 11h30.

Ciro Nogueira também confirmou a recriação da pasta federal do Trabalho, a partir de nova reforma ministerial, que inclui o desmembramento do Ministério da Economia. O senador vai assumir a pasta hoje comandada pelo general Luiz Eduardo Ramos.

Este, por sua vez, será realocado na Secretaria-Geral da Presidência da República, chefiada por Onyx Lorenzoni, que vai para o Ministério do Trabalho e Previdência.

Ciro Nogueira é um dos principais líderes do Centrão e preside o PP, um dos partidos da base de apoio do governo no Congresso. A nomeação deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias.

Pelo Twitter, o senador se disse muito feliz em fazer parte do time de ministros do governo e fez menção ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que também se reuniu no gabinete presidencial, ao lado de outros ministros de Estado. “Tenho certeza também de que contaremos com o apoio do meu querido amigo @ArthurLira_, presidente da Câmara dos Deputados, nessa honrosa missão”, escreveu Ciro Nogueira.

Aliança com o centrão

Além de selar o casamento com o Centrão, a indicação de Ciro Nogueira busca melhorar a relação com o Senado Federal, que até então não tinha representantes na Esplanada dos Ministérios.

As mudanças ocorrem no momento em que o governo se vê acuado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que tem apurado denúncias de irregularidades na negociação de vacinas contra a Covid-19 – o que, por conseguinte, tem desgastado a imagem do Executivo federal.

Atualmente, o parlamentar faz parte da tropa de choque governista na CPI. No passado, no entanto, já apoiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. Em 2017, durante entrevista à TV Meio Norte, Ciro afirmou que Bolsonaro “tem um caráter fascista”. O titular do Planalto contemporizou os comentários, alegando que “as coisas mudam”.

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