Brasileiras poderão se aposentar aos 62 anos, e brasileiros, aos 65
Segundo ministro da Fazenda, reforma da Previdência já está fechada. O texto é apresentado nesta noite em jantar de Temer com parlamentares

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que, “em princípio”, a idade mínima de aposentadoria na nova versão da reforma da Previdência ficará em 62 anos para mulheres e 65 para homens. Ao comentar a pressão dos aliados políticos para reduzir a idade para 60 anos (homens) e 58 (mulheres), o ministro afirmou que é natural haver “demandas” dos políticos nessa hora de negociação. Meirelles apresenta a proposta durante jantar com o presidente Michel Temer e deputados, na noite desta quarta-feira (22/11).
Segundo o ministro, os pedidos dos parlamentares, no entanto, não podem comprometer o cumprimento da meta fiscal. “O nosso compromisso é manter e cumprir a meta. Qualquer coisa tem que estar dentro da meta. Temos uma meta e vamos cumprir”, afirmou.
O ministro da Fazenda disse ainda que o texto da nova versão está fechado. “Eu estou sentido que a demanda maior é em relação ao tempo de contribuição. Alguma coisa que facilite isso”, afirmou. O governo já cedeu em reduzir de 25 para 15 anos o período de contribuição obrigatória em relação à proposta original.
De acordo com Meirelles, a reforma da Previdência terá um efeito fiscal equivalente a 60% da economia prevista originalmente na proposta do governo. O relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA), aprovado na comissão especial da reforma, proporcionaria economia de 75% do valor original, que era de quase R$ 800 bilhões em 10 anos.Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesGovernadores
Meirelles confirmou que os governadores pediram aumento dos recursos do FEX, fundo de exportação que compensa os estados pelas perdas com a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas vendas externas prevista na Lei Kandir. “Estamos examinando. Vamos começar a olhar esse assunto a partir de hoje (quarta)”, disse.
O ministro afirmou, no entanto, que não é viável compensar os estados em R$ 39 bilhões por ano com as perdas do passado pela Lei Kandir. A proposta está sendo discutida no Congresso.
Ele disse que a contrapartida principal pedida pelos governadores ao governo federal, em troca do apoio à reforma da Previdência, é que a União ajude as unidades da Federação a enfrentar o problema das previdências locais. Segundo Meirelles, os governadores se comprometeram a trabalhar junto às bancadas estaduais no Congresso, para aprovar a reforma.



