Bolsonaro sobre UTIs lotadas: “Parece que só se morre de Covid”

Presidente disse ser preciso identificar quantos pacientes em UTI são por conta do coronavírus e quantos são de outras enfermidades

atualizado 18/03/2021 13:50

Presidente Bolsonaro no CongressoIgo Estrela/Metrópoles

Em conversa com apoiadores nesta quinta-feira (18/3), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) questionou o motivo da lotação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em meio a recordes sucessivos de mortes e casos de Covid-19, o chefe do Executivo colocou em dúvida os números das internações de pacientes com a doença.

“Parece que só se morre de Covid. Você pode ver: os hospitais estão com 90% das UTIs ocupadas. Agora, o que a gente precisa fazer: quantos são de Covid e quantos são de outras enfermidades”, disse ele a simpatizantes.

O comentário do presidente foi feito depois de ele dizer que, no mês passado, um tio morreu, sem especificar a causa. “Eu fiz aqui [um comentário] hipotético. Lógico que a gente quer solução, a gente lamenta qualquer morte”, prosseguiu.

Lockdown e vacinação

Crítico a medidas de restrição de circulação, o mandatário também afirmou que o lockdown não reduziu a curva de infecções e promoveu o empobrecimento da população.

“Agora, por que existiu o lockdown? Foi março, abril. Não era para alongar a curva? Pessoal não fala mais em alongar a curva. Vocês estão vendo a população sofrendo, indo para o desemprego. Famílias pobres ficaram miseráveis. Se os filhos não tinham educação boa, vai ficar ainda pior.”

Sobre comparativos de vacinação, Bolsonaro disse que o Brasil vacinou um número equivalente à população de Israel. “Agora, nós somos, em valor absoluto – em valor absoluto, não é percentual da população vacinada – o 5º país que mais vacinou. Se o Brasil fosse Israel, já tinha vacinado 100%, lá tem 9 milhões de habitantes”, pontuou.

“Agora, tem país no mundo, não sei quantos, dezenas, que não se fala em vacina. Por que não se fala em vacina? Porque não tem dinheiro, não tem economia, país paupérrimo. E nós estamos nos transformando em um país de pobres.”

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