Bolsonaro sobre fundo eleitoral: tem de preparar opinião pública

Presidente indicou, mais uma vez, que a tendência é sancionar o fundo de R$ 2 bilhões aprovado pelo Congresso

atualizado 02/01/2020 10:38

Michael Melo/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou mais uma vez que deve sancionar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões aprovado pelo Congresso, mas expressou preocupação quanto à recepção da população sobre a medida, na manhã desta quinta-feira (02/01/2020).

“A sanção é uma obediência à lei. Se você for ler o Artigo 85 da Constituição, se eu não respeitar a lei, eu sou incurso em crime de responsabilidade. Só isso. O que eu posso dizer é isso aí. A conclusão, agora, é de vocês. Porque é o seguinte: tem que preparar a opinião pública, né? Caso contrário, vocês me massacram, vocês arrebentam comigo”, afirmou, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Pouco antes, o presidente parabenizou a imprensa por um ano de cobertura e negou que daria entrevista. “Parabéns a vocês! Especial para o pessoal que carrega equipamento nas costas, tá certo? Mas quero começar o ano bem, sem entrevistas, porque em parte é distorcido, tá ok, pessoal?”, disse.

Fundo eleitoral
O plenário do Congresso Nacional aprovou, no dia 17 de dezembro, a manutenção do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para 2020. Antes, um valor de R$ 3,8 bilhões era negociado por parlamentares com o Palácio do Planalto.

O mandatário do país havia falado publicamente sobre a intenção de sancionar o fundo e dedicou tempo de uma das transmissões ao vivo pelo Facebook para explicar o ponto de vista. Na avaliação de Bolsonaro, vetar o conteúdo pode fazer com que ele sofra um processo de impeachment.

“Nós temos uma Constituição, tá? Está lá no Artigo 85 da Constituição. Presta atenção aí. O Artigo 85: são crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal, em especial contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais. Olha só, pessoal, o Congresso pode entender que eu, ao vetar, atentei contra esse dispositivo constitucional e instalar um processo de impeachment contra mim. E daí? Eu estou aguardando o parecer final da minha assessoria jurídica, mas o preliminar é que eu tenho que sancionar”, justificou, no dia 19 de dezembro de 2019.

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