Bolsonaro: se defendesse a sexualização e uso de drogas, esquerda me idolatraria

Presidente explicou que não está defendendo o trabalho infantil, mas sim incentivando crianças a desenvolverem a cultura do trabalho

atualizado

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1 de 1 jair-bolsonaro10 - Foto: JP Rodrigues/Metrópoles

Após defender o fato de ter trabalhado quando criança, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disparou contra a esquerda, que está apontando uma de suas fala como incentivo ao trabalho infantil. O líder do Executivo falou ainda que, caso estivesse defendendo a “sexualização e o uso de drogas”, se tornaria ídolo dos esquerdistas.

Durante transmissão ao vivo pelo Facebook nessa quinta-feira (04/07/2019), o presidente relembrou que ajudava o pai na plantação de milho, em uma fazenda no Eldorado Paulista (SP), e avaliou que, “trabalho não faz mal a ninguém”. A fala foi interpretada como tolerância com o trabalho infantil.

“A esquerda”, explicou Bolsonaro nesta sexta-feira (05/07/2019) nas redes sociais, “está me atacando por defender que nossos filhos sejam educados para desenvolver a cultura do trabalho desde cedo. Se eu estivesse defendendo sexualização e uso de drogas, estariam me idolatrando. Essa é a verdade”.

Nas 24 horas após a sua postagem, essa não foi a primeira vez que o presidente tentou se explicar sobre a acusação de que estaria incentivando o trabalho infantil. Na manhã desta sexta (05/07/2019), Bolsonaro voltou a dizer que não defende o trabalho infantil, muito menos o escravo, e que o trabalho enobrece o cidadão.

“Não estou defendendo trabalho infantil, muito menos escravo. Mas me fez muito bem trabalhar. Me transformou fisicamente muito bem. Depois fui ser pentatleta das Forças Armadas”, explicou o presidente, após participar de solenidade de comemoração do 196º aniversário de criação do Batalhão do Imperador e o 59º de sua transferência para a capital federal.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham no país. Sabe-se ainda que, somente entre 2014 e 2018, o Ministério Público do Trabalho registrou mais de 21 mil denúncias de trabalho infantil.

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