Bolsonaro quer lei que torne obrigatório o voto impresso no Brasil

Pela rede social, o presidente contou que, após apresentar o mesmo projeto como deputado, sentiu-se injustiçado pelas críticas recebidas

atualizado 12/07/2019 15:23

Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou em live no Facebook, nesta sexta-feira (12/07/2019), que pretende apresentar em breve um projeto de lei (PL) tornando obrigatório o voto impresso no Brasil. No ano passado, o presidente apresentou, enquanto deputado, a proposta ao Congresso Nacional, que acabou derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela rede social, Bolsonaro contou que, apesar da derrota, sentiu-se injustiçado pelas críticas ao projeto e pretende apresentá-lo novamente, agora como presidente da República.

“Vou pressionar minha assessoria para a gente apresentar logo ao Parlamento um projeto de lei do voto impresso. No meu entender, não justificou as críticas e a derrubada do projeto, que levava em conta que eu estava colocando em risco a segurança e à inviolabilidade do sistema com o voto impresso. Agora, nós temos que ter o voto impresso, sim, para termos certeza se você votou no João ou na Maria para prefeito ou vereador, e aquele voto vai ser contado por aquela pessoa. Nós queremos é transparência. E o voto é importante”, afirmou, pelo Facebook.

Presidente

Ao longo da live, Bolsonaro reconheceu que existem políticos mais preparados do que ele para o seu cargo, mas avaliou que, entre as opções das últimas eleições, ele era o melhor. Na fala, o presidente se mostrou contrário ao voto nulo ou em branco.

“Eu sei que tem muita gente mais competente do que eu, mais preparada, eu sei disso. Mas, daqueles 13 candidatos, você tinha que escolher um deles. Não adianta você anular o voto, votar em branco, não comparecer. Porque uma pessoa, no caso eu, está sentada agora nessa cadeira, quer você queira ou não, a minha caneta BIC decide o futuro da sua vida”, pontuou.

Nas redes sociais, Bolsonaro deu indiretas sobre a sua reeleição e disse que não tem um “projeto de poder” para 2022. “Eu não tenho um projeto de poder como outro partido lá atrás tinha. E o poder é baseado em mentira e assalto ao bem público”, avaliou.

Na ocasião, ele também comentou que sempre haverá críticas negativas a seu governo, mas afirmou que “criticar” é uma ação “natural ao ser humano”.

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