Bolsonaro promete duplicar recursos para fiscalização ambiental

"Medidas de controle são parte da tarefa", destacou presidente brasileiro na Cúpula do Clima, mas sem pontuar de quanto será o investimento

atualizado 22/04/2021 12:09

Bolsonaro discursa na Cúpula de Líderes sobre o ClimaNBR

Durante o início da Cúpula do Clima, evento que reúne lideranças mundiais para a discussão de metas para reduzir o aquecimento global, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prometeu duplicar os investimentos na fiscalização ambiental.

Na terça-feira (20/4), servidores do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgaram carta na qual denunciam que estão com as atividades de fiscalização totalmente paradas, desde que ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles mudou o rito para a aplicação de multas ambientais.

Bolsonaro afirmou a líderes mundiais que é preciso melhorar a vida de 23 milhões de brasileiros que vivem na floresta e apresentam piores índices de desenvolvimento.

“Medidas de controle são parte da tarefa. Determinei fortalecimento de órgãos ambientais, duplicando recursos para ações de fiscalização”, destacou o chefe do Executivo nacional.

O presidente não deu detalhes de quanto será o aumento. Órgãos de fiscalização ambientais como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) operam com o menor orçamento dos últimos cinco anos.

Em coletiva após a fala de Bolsonaro, o ministro Ricardo Salles também não soube responder quanto será aplicado no setor de fiscalização.

“Mesmo diante de obstáculos financeiros, é fundamental contar com países, empresas, pessoas para solução desses problemas”, ponderou Bolsonaro no discurso. O país se comprometeu a eliminar o desmatamento ilegal até 2030.

Ministro polêmico

Salles é visto como uma ameaça aos parâmetros de preservação e conservação de recursos naturais. Mesmo envolvido em diversas polêmicas, o chefe da pasta é admirado pelo chefe do Palácio do Planalto e pela ala ideológica do governo.

O ministro foi alvo de notícia-crime da Polícia Federal do Amazonas e passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente atrapalhar apuração sobre madeireiras ilegais.

Artistas, governadores e ex-ministros enviaram cartas ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que convocou a reunião da cúpula, criticando a política ambiental do governo Bolsonaro.

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