Bolsonaro: gastos com cartão corporativo incluem “até comida para ema”

Segundo levantamento do Metrópoles, o valor gasto pela Presidência da República com cartão até outubro de 2021 foi de R$ 15,2 milhões

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Foto colorida de emas em um jardim
1 de 1 Foto colorida de emas em um jardim - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou, na tarde desta segunda-feira (17/1), pessoas que, segundo ele, questionam os valores gastos pelo governo federal no cartão corporativo, porque os montantes pagam “até a alimentação das emas”, dentre outras despesas.

Segundo levantamento do Metrópoles, o valor gasto pela Presidência da República até outubro de 2021 foi de R$ 15,2 milhões. Do total, R$ 15,1 milhões estão sem informações públicas sobre onde foram gastos — 99,2% de todo o valor contabilizado.

“Cartão corporativo paga a alimentação das emas, tá, pessoal? “Pessoal fala: ‘Ah, gastou tanto’. Eu tenho 50 emas aí, galinheiro, pato, peixe, quatro cães. Uns 200 almoçam, jantam e tomam café aí, por dia”, detalhou o chefe do Executivo federal.

Bolsonaro argumentou ainda que os gastos do governo federal passam pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e que, além do cartão corporativo que é utilizado com despesas do Palácio da Alvorada, ele tem dois cartões: um para o uso pessoal e outro para abastecer aeronaves quando sai em viagem.

“São 3 cartões corporativos. Um dos 3 paga os combustíveis da aeronave também. Aí vem R$ 1 milhão por mês. Pessoal acha que peguei para comprar leite condensado pra mim”, debochou o mandatário.

“Um dos cartões é privativo para gastos meus. Por que a imprensa não fala o que gastei no meu privativo? Porque não gastei nada. São R$ 24 mil por mês, mas dá pra comprar tubaina à vontade, leite condensado, comer um churrasquinho de gato, sacar dinheiro. Não faço para dar exemplo”, disse.

Antes de assumir o mandato, Bolsonaro adotava um discurso contrário ao excesso de uso dos cartões corporativos e chegou a acenar com o fim do mecanismo.

Em 2019, após ter ultrapassado seus antecessores Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) no volume de dinheiro gasto via cartões, Bolsonaro chegou a afirmar que adotaria maior transparência com relação às aquisições realizadas.

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