Bolsonaro fala que tem um secretário “diamante”. Saiba quem é

Presidente já elogiou três secretários que comandam pastas que tinham status de ministério em gestões anteriores

atualizado 06/10/2021 21:36

Reprodução Twitter

Em evento com atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020, nesta quarta-feira (6/10), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães, como o “diamante” do governo.

“Nós temos uma pessoa muito especial aqui, que tem nos ajudado bastante, foi uma descoberta. Ele chama-se Marcelo Leônidas da Silva Magalhães, é isso mesmo? O nosso diamante”, disse Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto.

“O meu pai foi garimpeiro por um tempo e eu tinha uma mania, o Flávio sabe disso: atrás do meu carro, um jogo de peneiras e uma bateia. Não podia ver um córrego que ia lá dar uma faiscada ou uma peneirada. E o Marcelo foi peneirado aqui no nosso governo e não começou como pedra bruta não, começou já brilhando. Muito obrigado, Marcelo, pelo trabalho que você faz nesse momento”, continuou.

Carioca, Marcelo Magalhães tem 47 anos e é formado em jornalismo pela Universidade Gama Filho (RJ). Ele passou anos gerenciando a carreira de atletas, entre eles Isaquias Queiroz, medalhista de ouro na canoagem.

No fim de 2019, foi nomeado para chefiar o Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO), entidade responsável pela gestão de estruturas esportivas que ficaram como legado dos Jogos Rio 2016.

Magalhães é amigo de infância e padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que esteve presente no evento desta quarta.

Nomeado por Onyx

O secretário chegou ao governo em fevereiro de 2020, nomeado pelo então ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, para assumir a Secretaria Especial do Esporte. Ele é o terceiro no cargo desde que Bolsonaro assumiu o poder: antes dele, passaram dois generais — Décio Brasil e Marco Aurélio Vieira.

Não é a primeira vez que Bolsonaro elogia o secretário. Em janeiro, ao elogiar os titulares das secretarias do Esporte, da Cultura e da Pesca, Bolsonaro indicou que poderia recriar as pastas, mas depois recuou.

“Não tem recriação do ministério. Eu escolhi os três secretários, que fazem um brilhante trabalho. Não é criar ministérios como deram a entender para negociar com quer que seja. Não é fácil criar ministério. É burocracia, um pouco mais de despesa. Não está previsto”, disse ele dias depois.

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Evento com atletas

A maioria dos altetas presentes era formada por atletas paralímpicos. Mas também participaram medalhistas olímpicos, como Maurren Maggi, que ganhou o ouro no salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e André domingos, prata no revezamento 4×100 nas Olimpíadas de Sydney em 2000.

Estavam presentes ainda o secretário nacional do Esporte, Marcelo Magalhães, e os ministros Fábio Faria (Comunicações), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Marcelo Queiroga (Saúde), Walter Braga Netto (Defesa), Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União).

A primeira-dama Michelle Bolsonaro, que atua junto à comunidade surda, também esteve presente. Ela chegou ao lado do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado. Cego, ele foi bicampeão paralímpico de futebol de cinco nos Jogos de Atenas 2004 e Pequim 2008, além de ter sido considerado o melhor jogador do mundo da modalidade em 1998.

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