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Bolsonaro fala em “agressões internas” e cobra preparação de militares

Presidente discursou em solenidade militar de entrega de espadins a cadetes da Força Aérea Brasileira, em São Paulo

atualizado

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Michael Melo/Metrópoles
Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra militares
1 de 1 Fotografia colorida do presidente bolsonaro militar exercito plano de guerra militares - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Em solenidade militar nesta sexta-feira (8/7), em Pirassununga (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PL) falou em “agressões internas” e cobrou aos militares que se preparem. Ele não citou nomes de autoridades ou políticos nem instituições, mas voltou a dizer que fala em nome da liberdade e citou “cobiça” sobre o território brasileiro.

“Por sermos um território muito rico, a cobiça se faz presente e não é de hoje. Alguns vendilhões se associam a outros de fora para nos escravizar”, iniciou o mandatário no discurso a cadetes da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Nós, militares, todos, vocês, jovens cadetes, que receberam o espadim agora há pouco, nós todos fizemos um juramento: dar a vida pela nossa pátria, se preciso for. E essa ‘dar a vida’ não é com possíveis agressões de fora, em especial por agressões internas. Temos esse compromisso, temos que nos preparar dia a dia por essa possibilidade. Vivemos em paz, temos um país democrático e seu povo ama e respira a liberdade”, prosseguiu.

“O que nós não podemos admitir é que a traição venha de gente de dentro do país para comungar com essas teses, buscando, ao tirar a nossa liberdade, entregar as nossas riquezas e a nossa gente a outras ideologias”, prosseguiu ele.

“Nos preparemos, analisemos o que vem acontecendo com a nossa pátria. Não somos um país de samba e Carnaval nos momentos felizes, somos um grande país, uma grande nação, que – ouso dizer –, depois do que atravessamos, pelo que os números da economia bem mostram, não somos mais um país do futuro, somos um país do presente. Isso graças a muita coisa que implementamos desde quando assumimos a Presidência da República”.

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O chefe do Executivo federal ainda disse que irá fazer com que a Constituição seja, de fato, cumprida “até o último dia da minha vida ou do meu mandato”.

Em função de limitações eleitorais, o evento não teve cobertura oficial da TV Brasil, mas foi transmitido pelo Facebook de Bolsonaro.

Shinzo Abe

O presidente voltou a fazer menção ao assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe, baleado durante um discurso de campanha eleitoral na cidade de Nara, na manhã desta sexta-feira (8/7). Ele tinha 67 anos.

Mais cedo, Bolsonaro decretou luto oficial de três dias no Brasil em homenagem ao ex-líder japonês.

Na solenidade desta sexta, ele determinou que as bandeiras ficassem a meio mastro e mandou nova mensagem: “É o risco dos bons, é o preço por lutar pelo seu país. E muitas vezes, ou na maioria das vezes, o inimigo não está lá fora, está dentro da nossa própria pátria”.

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