Bolsonaro diz que príncipe ditador saudita virá ao Brasil em maio

Mohammed bin Salman é apontado em relatórios dos Estados Unidos como o mandante da morte do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018

atualizado 21/03/2022 20:30

Mohammed bin Salman e BolsonaroReprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta segunda-feira (21/3) que conversou com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Segundo o chefe do Executivo federal, Bin Salman deve vir ao Brasil em maio.

A visita estava prevista para ocorrer no mês de março, mas ainda não havia sido confirmada pelo governo brasileiro.

“Agradeço aqui a presença do embaixador da Arábia Saudita. Agora há pouco estive conversando com o príncipe herdeiro Bin Salman, que deve nos visitar no próximo dia 9 de maio. Uma grande parceria, em vários aspectos. É o interesse do mundo no Brasil e o Brasil interessado no mundo também”, afirmou Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto.

A Arábia Saudita vive um regime ditatorial. O príncipe é conhecido por usar medidas violentas para calar seus opositores, inclusive no exterior do país.

Mohamed bin Salman é acusado por suspeita de ordenar o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, visto pela última vez com vida dentro da embaixada saudita na Turquia, em 2018. O profissional era crítico ao regime ditatorial da Arábia Saudita.

Segundo investigações, o corpo do profissional teria sido desmembrado. Seus restos mortais nunca foram encontrados.

Viagem à Arábia Saudita

Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro fez uma viagem oficial à Arábia Saudita. Na ocasião, o brasileiro sofreu diversas críticas.

Durante a visita ao país do Oriente Médio, o presidente disse ter uma “certa afinidade” com Mohammed bin Salman. Desde então, os laços entre os dois países ficaram mais estreitos.

“Temos uma reunião de negócios hoje à tarde. Todo mundo gostaria de passar uma tarde com um príncipe. Especialmente vocês mulheres, né?”, disse Bolsonaro à época.

“Tenho uma certa afinidade com o príncipe. Em especial depois do encontro em Osaka”, prosseguiu o presidente, se referindo à reunião dos dois na cúpula do G-20, em junho de 2019, no Japão.

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