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Política

Blocão da Câmara troca liderança, mas deve manter caminho para diálogo

Formado por 173 deputados, blocão terá o deputado André Figueiredo (PDT-CE) como líder e deve manter caminho para "governabilidade"

Augusto Tenório19/06/2023 21:13
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Igo Estrela/Metrópoles
Imagem colorida do plenário da Câmara dos Deputados do Brasil (Congresso Nacional) - Metrópoles

O maior bloco parlamentar da Câmara dos Deputados trocou de liderança nesta segunda-feira (19/6). Sai Felipe Carreras (PSB-PE) e entra André Figueiredo (PDT-CE). A expectativa é que o pedetista mantenha o perfil de liderança do seu antecessor, de diálogo com os partidos de centro e centro-direita, mas sem abrir mão das conversas com a liderança do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em nome da governabilidade.

André Figueiredo assumiu a presidência nacional do PDT em fevereiro deste ano, quando Carlos Lupi, ministro da Previdência, se licenciou da posição. O deputado assume a liderança do chamado “blocão” em meio a um racha interno no partido, com relação ao governador Elmano de Freitas (PT). Há temor sobre contaminação da política cearense na Câmara dos Deputados, mas ele diz a aliados que continuará atuando pela governabilidade.

O bloco tem 173 deputados, sendo formado pelo União Brasil, PP, PSB, PDT, federação PSDB-Cidadania, Avante, Patriota e Solidariedade. A liderança do “blocão” é rotativa, com partidos assumindo o comando de acordo com o tamanho das suas bancadas: as maiores legendas passam mais tempo. Dessa forma, PP e União Brasil serão os principais líderes.

O primeiro líder, Carreras, foi escolhido como um gesto para demonstrar abertura de diálogo com o governo. Felipe Carreras (PSB-PE) é correligionário do vice-presidente Geraldo Alckmin. Nos bastidores, a formação do “blocão”, porém, é atrelada ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Além da governabilidade, o blocão também tem influência na escolha de relatorias e pesará para a definição do próximo presidente da Câmara dos Deputados. Elmar Nascimento (União-BA), membro do bloco, é visto como um nome forte para assumir a Mesa Diretora. Enquanto isso, Marcos Pereira (Republicanos-SP) está no segundo bloco, formado pelo Republicanos com o Podemos, MDB e PSD.