Aziz pergunta à PF se Bolsonaro comunicou suspeitas sobre Covaxin

O deputado Luís Miranda e o irmão, servidor do Ministério da Saúde, vão prestar depoimentos, nesta sexta-feira (25/6), à comissão

atualizado 23/06/2021 16:41

Senador Omar Aziz, presidente da CPIRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou, nesta quarta-feira (23/6), que pediu informações à Polícia Federal para saber se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contatou o diretor-geral da instituição, Paulo Maiurino, para solicitar que as suspeitas de irregularidades em relação à negociação da vacina Covaxin fossem apuradas.

O deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) disse, nesta quarta, que ele e seu irmão, Luís Ricardo Fernandes Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, alertaram Bolsonaro sobre as suspeitas. Os irmãos Miranda vão prestar depoimentos, nesta sexta-feira (25/6), à comissão.

Aziz enviou ofício ao diretor-geral da PF indagando se há inquéritos, processos ou quaisquer procedimentos investigados relacionados à aquisição, pela Administração Pública Federal, da vacina Covaxin, mediante negociação ou contratação com a Precisa, suas filiais ou sócios.

O presidente da CPI da Covid classificou como “muito graves” as denúncias de possíveis irregularidades no contrato para a entrega de 20 milhões de doses da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. Nas palavras do senador, essa talvez seja “a denúncia mais grave” que a comissão recebeu até o momento.

A Precisa Medicamentos é a empresa que intermediou a compra da vacina entre o laboratório e o governo brasileiro.

O sócio da farmacêutica Francisco Maximiano tinha depoimento marcado, nesta quarta), à CPI, mas seus advogados avisaram na véspera que ele estava em quarentena, após retornar da Índia. A oitiva deve ser realizada na próxima semana.

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