Assessor de senador faz campanha por boicote a passaporte da vacina

Por meio das redes sociais, assessor parlamentar afirma que medida fere liberdade individual da população

atualizado 07/12/2021 13:19

Reprodução/Facebook

Assessor do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), o ex-prefeito do município de Pau D’Arco (TO) Luciano Guedes (foto em destaque) tem usado as redes sociais para fazer campanha contra as medidas impostas pelo governo do Pará para restringir a entrada de pessoas não vacinadas em estabelecimentos.

Em mensagens enviadas por meios de aplicativos de conversa, o assessor parlamentar sugere aos respectivos contatos que promovam um “boicote nacional” ao decreto do governo do estado que prevê apresentação de certificado de imunização aos paraenses.

“Não entre em nenhum lugar que esteja a exigir o comprovativo de vacina, mesmo que tenha o comprovativo. É sua liberdade que também está em jogo”, diz a postagem compartilhada pelo auxiliar.

Em outra rede social, Guedes sugere “anexar” ao passaporte vacinal a proposta de um passaporte toxicológico nas universidades federais para alunos, professores e funcionários. “E será mais importante que a proposta inicial”, alega o assessor.

A medida foi publicada nessa segunda-feira (6/12) e estabelece a obrigatoriedade do passaporte vacinal em shows, casas noturnas e boates; cinemas, teatros, clubes, bares, eventos esportivos, amadores e profissionais, eventos e festas realizadas em espaços públicos ou privados no Pará.

Guedes foi prefeito do município tocantinense entre 2009 e 2012. Desde 2019, é lotado em cargo comissionado  no gabinete de Zequinha Marinho, com remuneração média de R$ 5,7 mil. O senador, por sua vez, foi um dos poucos parlamentares que se abstiveram da votação do PL 1.674/2021, que estabelece a criação do Certificado Nacional de Imunização e Segurança Sanitária.

A matéria foi aprovada no Senado Federal, mas pena para entrar na pauta da Câmara, mesmo com a ampla aceitação que tem na Casa.

O que dizem os citados

Em nota, o senador Zequinha Marinho defendeu que “respeita as individualidades dos seus colaboradores”. “Todos são contratados pelo seu conhecimento técnico para exercer o trabalho que lhes é demandado. Ressaltamos que as opiniões pessoais dos comissionados não refletem necessariamente o ponto de vista do gabinete nem do parlamentar”, completa.

Procurado pelo Metrópoles, Luciano Guedes não havia respondido aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

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