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Política

Apoio à intervenção militar passa de 40%, aponta pesquisa

Homens, na faixa dos 35 aos 44 anos e com ensino fundamental, estão entre os entrevistados que defendem retorno das Forças Armadas ao poder

Ana Helena Paixão28/09/2017 21:23, atualizado 29/09/2017 13:12
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Apoio à intervenção militar passa de 40%, aponta pesquisa

Levantamento inédito da Paraná Pesquisas indica que 43,1% dos brasileiros são a favor de uma intervenção militar no Brasil. O percentual de entrevistados contrários à medida é de 51,6%. O levantamento ouviu 2.500 pessoas, entre os dias 25 e 28 de setembro.

A maioria dos que defenderam uma ação das Forças Armadas no país é formada por homens (52,6%), com idades entre 35 e 44 anos (45,9%) e com ensino fundamental (44,4%).

Confira os principais resultados: 

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Projeto no Senado
A divulgação da pesquisa ocorre dias após o general Antonio Hamilton Mourão defender a intervenção militar para conter a corrupção política no país. Embora tenha desautorizado o oficial, o comando do Exército não pretende puni-lo pelas declarações.

Na manhã desta quinta-feira (28/9), um banner gigante de agradecimento ao coronel Mourão e em defesa de uma intervenção (foto em destaque) foi içado por um guindaste em frente ao Congresso Nacional. Estava prevista na pauta do plenário do Senado, nesta quinta, a votação do Projeto de Lei Complementar 44/2016, que transfere à Justiça Militar o julgamento de crimes cometidos por militares em missões de garantia da lei e da ordem (GLO), como a que ocorre atualmente no Rio de Janeiro.

Pela manhã, o PLC foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE), mas não houve acordo para que a proposta passasse pela votação em plenário. Depois de meia hora de discussão sobre o tema e com o quórum reduzido, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), retirou a proposta da ordem do dia. A votação foi remarcada para a próxima terça-feira (3/10). No meio da tarde, o banner gigante já não estava mais em frente ao Congresso Nacional.