Tiririca: “Se não sair do pedestal, Bolsonaro será o pior presidente”

Para o deputado federal, o chefe do Executivo precisa entender que existe um parlamento: "A galera não gosta do cara que quer ser ditador"

Nilson Bastian/Câmara dos DeputadosNilson Bastian/Câmara dos Deputados

atualizado 01/07/2019 11:39

O deputado federal Tiririca (PL-SP) disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve “sair do pedestal” para não se tornar “o pior governo da história brasileira”. A afirmação do deputado eleito em 2010 com 1,35 milhão de votos foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (01/07/2019).

“Ele não é um cara popular, o discurso dele não é popular. Agora, está faltando a galera para chegar e dizer: ‘Irmão, senta aqui. Cara, tu não é deputado. É o país, irmão. Assim não vai. É assim, assim e assim…’ Se ele não sair do pedestal ele vai ser o pior governo que já tivemos em todos os tempos”, contemporizou.

O atual presidente chegou ao poder com um discurso “bacana”, segundo Tiririca, fazendo uma convergência entre a velha e a nova política. No entanto, ao comparar o mandato dele próprio ao de Bolsonaro, afirmou que o chefe do Executivo não pode fazer tudo o que quer, pois existe um Parlamento.

“Aí disse: quando chegar lá vou aprovar projeto para caramba. Eu pensei que era assim. Quando eu cheguei aqui foi um choque. Ele se sentiu nessa pegada. ‘Sou presidente e eu posso tudo.’ E não é assim”, relembra o deputado. “Aprovar projeto não depende de mim, depende do toma lá, dá cá, que não é negócio de dinheiro. É: tu apoia o meu projeto que eu apoio o teu. É assim que funciona”, completa.

Sobre o decreto de armas, Tiririca comenta que achou justo que Bolsonaro voltasse atrás das decisões que havia tomado. “Se não tá voltando, tem que voltar, senão vai ser o pior governo que já passou pelo nosso país. [a assessora interrompe: “Diálogo, ele acha que tem que ter diálogo”] Diálogo, é isso que tem que ter”, explica.

“Ninguém é o cara, irmão. A galera não gosta do cara que quer ser ditador. A política não é de agora, a nossa vida é uma política. Sou casado há 22 anos. Para você segurar um casamento de 22 anos, meu irmão, tu tem que ser político”, conclui o deputado.

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