“Segundo prêmio Camões”, diz Chico sobre recusa de Bolsonaro

A entrega do prêmio ao compositor depende da assinatura do presidente, que sinalizou não ter pressa em cumprir o ritual

Fábio Motta/Estadão ConteúdoFábio Motta/Estadão Conteúdo

atualizado 09/10/2019 16:20

O compositor Chico Buarque usou suas redes sociais para responder as insinuações do presidente Jair Bolsonaro de que não vai assinar o diploma do Prêmio Camões. O carioca postou uma foto em seu Instagram com a legenda: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo prêmio Camões”.

Na terça-feira (08/10/2019), o presidente indicou que não vai assinar o documento tão cedo. “É segredo. Chico Buarque? Eu tenho prazo? Até 31 de dezembro de 2026 eu assino”, disse o presidente, na frente do Palácio da Alvorada – aparentemente dando como certa reeleição a um segundo mandato em 2022. A cerimônia de entrega do diploma está prevista para abril de 2020.

O prêmio de 100 mil euros – aproximadamente R$ 447 mil – é dividido entre Brasil e Portugal. Embora o governo brasileiro tenha depositado a parcela da premiação que lhe cabe, a condecoração depende da assinatura do presidente.

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