Relator não descarta CPMF em reforma tributária do Senado

O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) admitiu que o tributo pode ser discutido na Casa

Gerdan Wesley/Liderança do PSDBGerdan Wesley/Liderança do PSDB

atualizado 11/09/2019 15:43

Em meio às discussões sobre a volta de um imposto nos moldes da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), o relator da reforma tributária no Senado Federal, Roberto Rocha (PSDB-MA), admitiu que o tributo pode ser discutido na Casa.

O tucano afirmou que, se houver a comprovação de que o imposto pode auxiliar na desoneração da folha de pagamento e se for “de interesse público”, não descarta incluir o dispositivo no parecer, a ser apresentado em 20 de setembro.

Uma das propostas antecipadas pela equipe econômica era de taxar saques e depósito em dinheiro com uma alíquota inicial de 0,4%. Já as operações de débito e crédito, 0,2%. O relator não negou a possibilidade de aderir à medida, mas não descartou a implantação dela.

Segundo o Roberto Rocha, o governo apresentaria pontos para a reforma até o fim desta semana. O parlamentar afirmou que a proposta não deve ser enviada como um projeto completo, mas com sugestões que sejam acrescentadas ao que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O senador informou que vai se encontrar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para conhecer a proposta da pasta. Destacou que, a partir daí, já vai estar pronto para apresentar o relatório ao colegiado. Se aprovado o parecer na CCJ, o texto segue para análise do plenário da Casa.

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