Relator diz que não há ambiente na Câmara para volta de CPMF

Segundo Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), caberá ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apensar proposta no texto em análise pela comissão

André Dusek/EstadãoAndré Dusek/Estadão

atualizado 11/09/2019 18:40

Na contramão do que defende o Ministério da Economia, o relator da reforma tributária na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), descartou nesta quarta-feira (11/09/2019) qualquer possibilidade de incluir um imposto nos moldes da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) no projeto.

O líder da maioria na Casa afirmou que “não existe ambiente” entre os deputados para voltar com a cobrança. A sinalização dos parlamentares é a de que se houver a inclusão do tributo, a reforma sofrerá resistência entre as bancadas.

“Na Câmara não existe ambiente para um imposto sobre movimentações financeiras. Hoje pela manhã já recebi várias manifestações contrárias de parlamentares”, complementou.

Segundo Ribeiro, se o governo federal fizer a proposta, vai tramitar na Câmara. Mas, “naturalmente”, caberá ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apensar na proposta que já está em análise pela comissão especial.

Desde quando o governo federal vazou a possibilidade de voltar a cobrar a alíquota, Maia tem afirmado publicamente posição contrária à medida. Nesta manhã, o presidente da Câmara disse que a reação contrária ao tributo é “contundente”.

“Eu não sou daqueles que quer dizer o que o governo deve ou não mandar para a Câmara. É um direito dele mandar uma proposta e a Câmara e o Senado decidirem. Agora, de fato, as reações hoje para mim foram muito contundentes da dificuldade da CPMF na Câmara dos Deputados”, sustentou.

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