“Reaproximação tem que vir do presidente”, diz Major Olímpio

Líder do PSL na Câmara afirmou que Bolsonaro foi "insuflado" com informações falsas sobre a legenda

EBCEBC

atualizado 18/10/2019 17:26

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP) afirmou nesta sexta-feira (18/10/2019) que “tem que vir do presidente” Jair Bolsonaro qualquer tentativa de reaproximação dentro do partido. Nos últimos dias, a sigla viveu uma escalada na crise interna que colocou em polos opostos Bolsonaro e o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.

Para ele, a insistência do grupo pró-Bolsonaro em destituir o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), “significa a manutenção desse estado beligerante”. “A posição majoritária do partido foi exatamente da manutenção, teve a maioria de assinaturas, do Waldir à frente do partido, mas esse caça-caça de assinaturas só se presta a aumentar essa temperatura, que não está baixa.”

As declarações foram feitas em reunião extraordinária da Executiva Nacional do PSL, realizada em um hotel de Brasília. “Eu não sei se o gesto [de aproximação] vem, mas vamos permanecer fazendo um esforço. Se não vier do presidente, pelo sentimento hoje da convenção, não vai partir do partido. O partido não fez nada de errado”, declarou.

Major Olímpio disse também, em referência aos questionamentos de Bolsonaro sobre o fundo partidário do PSL, que ele foi “insuflado por pessoas que levaram informações falsas sobre o partido”.

A respeito da saída dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, dos diretórios que eles dirigem, respectivamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, o líder pontuou que as executivas desses estados se reunirão no final de semana para pensar uma proposta de “substituição total ou de afastamento”.

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