PSB decide expulsar deputado Átila Lira por votar pela Previdência

Para os outros nove parlamentares, sigla decidiu não expulsar, mas suspender por 12 meses os que votaram contra orientação do partido

Agência CâmaraAgência Câmara

atualizado 30/08/2019 18:30

Com 83 votos a favor, o diretório nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu pela expulsão, nesta sexta-feira (30/08/2019), do deputado federal Átila Lira (PI) por ter votado a favor da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, contrariando a orientação da bancada. O deputado foi julgado individualmente por ser considerado como reincidente. Lira também votou a favor da reforma trabalhista em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Domingos Leonelli Netto foi o relator do caso do parlamentar. “O deputado apresenta constante desalinhamento com as atividades partidárias, votando contrariamente em 71% das deliberações”, disse Leonelli na leitura do voto. Além da expulsão, o relator pediu a destituição de Lira de cargos ocupados por ele na Câmara dos Deputados, como a cadeira de membro titular da Comissão de Educação.

Para os outros nove parlamentares, o diretório decidiu, com 84 votos a favor, sete contra e uma abstenção, não expulsar, mas suspender por 12 meses, os que votaram contra a orientação da sigla e a favor da reforma da Previdência na Câmara. Com isso, esses deputados não poderão participar de uma série de decisões no partido, na bancada da legenda na Câmara e de postos no parlamento.

Ficam suspensos os deputados Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES).

O deputado Luiz Flávio Gomes (SP) mudou seu voto no segundo turno da votação e, por isso, o caso dele foi arquivado e não passou por análise na reunião do diretório nacional.

A pena de suspensão proposta pelo diretório vale por 12 meses. O relator apontou ainda em seu voto a possibilidade de uma reavaliação, no prazo de seis meses, a fim de verificar se houve por parte do parlamentar punido, uma readequação às orientações partidária. Desta forma, o relator deixou a possibilidade de recuperação das atribuições.

Caso os deputados optem por sair do partido, o presidente da legenda, Carlos Siqueira, afirmou que o partido entrará na justiça para reaver seus mandatos. “A pena é dura, mas os que permanecem no partido terão a oportunidade de se adequarem e demonstrarem um alinhamento partidário”, avaliou Siqueira.

“O resultado que obtivemos aqui hoje não é para ser comemorado por ninguém”, disse Lídice da Mata, presidente do diretório estadual da Bahia, ao fim da reunião. Ela, no entanto, considerou a decisão justa, dizendo que a desobediência partidária não é correta com o partido. “O bom para o partido é sair unido sempre de suas decisões e que todos se sintam representados pelo voto que cada um de nós dá no parlamento”, disse.

Últimas notícias