Previdência: Centrão fecha acordo por regras mais brandas a policiais

Essa proposta tinha sido recusada pela categoria, que voltou atrás nas últimas negociações

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 11/07/2019 11:04

Líderes de partidos do chamado Centrão com auxílio do DEM e do PSL fecharam acordo para abrandar regras de aposentadoria de forças de segurança na reforma da Previdência. Dessa forma, categorias como policiais federais, civis do DF, rodoviários, segurança do Congresso e agentes penitenciários terão uma nova regra de transição, que prevê idade mínima de aposentadoria de 53 anos (homem) e 52 anos (mulher) e pedágio de 100% sobre o tempo que falta.

Essa proposta tinha sido recusada pela categoria, que voltou atrás nas últimas negociações. A negociação foi feita na manhã desta quarta, e contou com a presença de deputados como Luís Miranda (DEM-DF), José Medeiros (Podemos-MT), Marcelo Freitas (PSL-MG).

O Podemos tinha feito um destaque – que é votado separadamente – que retirava essas forças do texto. O deputado José Medeiros, segundo lideranças do Centrão, irá retirar o apêndice. Será, na sequência, apresentada uma emenda aglutinativa.

Desse modo, o tempo mínimo de contribuição para quem já é policial será de 15 anos para mulheres e 20 para homens. Para os novos, a idade será de 25 anos.

Como os estados e municípios ficaram de fora da reforma, forças como a polícia civil e os bombeiros sequer foram mencionadas no texto por serem de responsabilidade dos governos locais.

“Não é o que esperávamos, mas foi o possível após muita luta. Vale lembrar que o Governo Federal foi quem mandou a PEC esquecendo da Segurança Pública e coube ao Parlamento ajudar dentro do possível aprovável em plenário”, avaliou Luís Miranda.