O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), só vai anunciar o nome do relator da reforma da Previdência após o governo entregar a proposta referente à mudança na aposentadoria dos militares.

A espera faz parte do acordo costurado com os líderes e com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), logo após a entrega do texto da proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), no mês passado. Logo após ser eleito para o cargo, Francischini sinalizou que respeitará o combinado.

“Em reunião com os líderes, eu já tive o aceno de que eles gostariam de esperar a reforma dos militares para dar início à tramitação. Eu acho prudente esperar”, explicou.

A previsão é de que o governo entregue a proposta até a próxima quarta-feira (20). Até lá, a comissão fará sessões ordinárias e o próprio deputado deve se empenhar em fazer um placar para verificar as condições de aprovação do texto.

Tom conciliador
O novo presidente da CCJ adotou um discurso mais ponderado entre os interesses do governo de aprovação mais célere da proposta na comissão e as articulações dos líderes da oposição para protelar ao máximo a apreciação da proposta.

Ciente da pressão do Planalto, Francischini disse acreditar que conseguirá terminar o mês de março com a proposta já aprovada e, ao mesmo tempo, atender ao pedido da oposição para convocar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para explicar o texto.

Ao comentar o pedido apresentado pelos líderes da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ) e Tadeu Alencar (PSB-PE), Francischini disse que é um interesse legítimo de debater o assunto. “Não vejo como pressão. Vejo a oposição querendo dialogar e debater o assunto”, ponderou.