Porta-voz ameniza ministro “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro

Rêgo Barros disse que a frase foi uma “força de expressão” do presidente

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 10/07/2019 19:40

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, amenizou a fala do presidente Jair Bolsonaro (PSL), nesta quarta-feira (10/07/2019), sobre a intenção de indicar um ministro “terrivelmente evangélico” ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Trata-se de uma força de expressão do nosso presidente”, disse.

O contexto, explicou Rêgo Barros, foi de referência a uma fala da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que disse ser “terrivelmente cristã”.

O porta-voz afirmou que não há um nome escolhido porque, no momento, não há vaga aberta. A previsão é de que a primeira surja em 2020, com a aposentadoria do decano da Corte, ministro Celso de Mello.

Questionado se a fala fere o Estado laico, Rêgo Barros indicou que Bolsonaro pretende escolher alguém com perfil que esteja alinhado com os princípios evangélicos.

“O senhor presidente é o guardião da Constituição. E pessoalmente ele a respeita e a protege também. Quando o presidente cita especialmente um ministro evangélico, ele gostaria de expressar pessoas que têm respeito, confiabilidade, conhecimento técnico — nesse aspecto conhecimento jurídico — e que possam colaborar, somar àquela bela equipe que é a equipe do Supremo Tribunal Federal, para a condução da Justiça da nossa sociedade e do nosso país”, justificou.

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