PF adia depoimento de suspeitos de invadir celular de Moro

Advogado de dois dos detidos exigiu que interrogatório só ocorresse quando ele chegasse a Brasília para acompanhar os clientes

Rafaela Felicciano /MetrópolesRafaela Felicciano /Metrópoles

atualizado 24/07/2019 11:59

Presos pela Polícia Federal (PF) na tarde desta terça-feira (23/07/2019), os quatro suspeitos de hackearem os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do procurador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, estão em Brasília para prestar depoimento. Um dos investigados como possível autor dos vazamentos de mensagens é o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, 28 anos, que trabalha na área cultural em Araraquara (SP). Ele foi preso em São Paulo. A mulher do artista, Suellen Priscila de Oliveira, também foi detida.

A pedido da defesa, a Polícia Federal adiou o depoimento de ambos para quando o advogado do casal, Ariovaldo Moreira, estiver em Brasília.

Além da dupla, a PF prendeu Walter Delgatti Neto, também em Araraquara. Há ainda um quarto preso, de Ribeirão Preto, que não foi identificado.

Os quatro suspeitos de hackear celulares de autoridades foram transferidos para Brasília e levados para a Superintendência da PF do Distrito Federal. A ação, batizada de Operação Spoofing, foi determinada pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Os supostos invasores chegaram por volta das 18h à capital da República e, segundo a PF, apenas dois deles ficaram na carceragem da Superintendência, por questão de espaço. Os demais foram levados por volta das 23h para local não informado.

De acordo com Moreira, a Polícia Federal estaria “impedindo sua atuação na defesa do cliente”. O advogado disse desconhecer o envolvimento de Gustavo com atividades de hackers. Segundo o defensor, o DJ já foi condenado em outro caso pelo Tribunal de Justiça de SP por porte ilegal de arma.

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